Ministra visitou terra indígena no Vale do Javari

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, prometeu, durante visita a uma aldeia indígena, que o julgamento sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas será retomado ainda no primeiro semestre.

Como presidente da Corte, cabe a Rosa Weber elaborar a pauta de julgamentos do plenário. O caso é discutido em um recurso extraordinário, com repercussão geral reconhecida, isto é, que servirá de parâmetro para todos os outros processos semelhantes.

Ao visitar a Aldeia Paraná, do povo Marubo, no Vale do Javari (AM), a ministra ouviu queixas e pedidos dos indígenas. Em documento elaborado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava), e lido pelas lideranças, foi solicitado que o Supremo resolva a questão do marco temporal.

“Pedimos que o Supremo Tribunal Federal adote a correta interpretação da Constituição Federal, que garante que o governo federal proteja nosso território. Antes de 1500 a gente já estava aqui, não podemos estar submetidos a um marco temporal”, diz o documento. “A não aprovação da tese do marco temporal é importante para a manutenção dos direitos conquistados pelo movimento indígena ao longo da história”, acrescenta o texto.

De acordo com o Supremo, Rosa Weber ouviu dos indígenas sobre ameaças de morte por parte de garimpeiros. “Eles agradeceram a presença do Estado na aldeia, afirmaram ter um grande respeito pelo STF, mas pediram que a Corte faça com que os direitos indígenas sejam efetivados na prática”, diz nota do tribunal.

Em janeiro, a presidente do STF já havia indicado que colocaria o tema do marco temporal em julgamento ainda durante sua permanência no cargo. Ela se aposenta em outubro, ao completar 75 anos, quando atinge a idade para aposentadoria compulsória.

Tese

No julgamento, os ministros discutem a tese, defendida por proprietários de terras, de que os indígenas somente teriam direito aos territórios que estavam efetivamente ocupados no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que já estavam em disputa judicial nesta época.

O processo que motivou a discussão trata da disputa pela posse da Terra Indígena Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da TI é questionada pela procuradoria do estado.

O placar do julgamento está empatado em 1 a 1. O relator do caso, ministro Edson Fachin, votou contra o marco temporal para demarcação de terras indígenas. Já o ministro Nunes Marques abriu divergência a favor do marco temporal para limitar a expansão de terras indígenas no país.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • Receita investiga mais de R$ 160 milhões em créditos inexistentes usados por municípios

    A Receita Federal, a Polícia Federal (PF) e o Ministério [...]

  • Painel orienta exportadoras a buscar oportunidades abertas pelo acordo Mercosul-EFTA

    EFTA/divulgação Fachada de escritório da EFTA na capital belga, Bruxelas. [...]

  • Operação prende homem por tráfico de drogas em Japoatã

    Uma operação conjunta entre a Polícia Civil, por meio da [...]

  • CELEBRAÇÃO DOS 50 ANOS DO CCPA E A EXPECTATIVA DA ABERTURA DA CÁPSULA DO TEMPO.

     Era 1976 quando tudo começou. O sonho de um Colégio idealizado  começou a ser realizado! Nasce o CCPA, Colégio de Ciências Pura e Aplicada.          Hoje, completamos 50 anos de uma caminhada carregada de grandes histórias  e memórias! D. Vanda (Fundadora), ao adentrar a Escola, trouxe emoção e um  rio de lágrimas para aqueles que estavam ao seu redor e tanto lhe admiram:  funcionários, pais, alunos, ex-alunos, quanta gente! Quanta honra! Celebrar 50  anos de existência do Colégio CCPA é muito mais do que comemorar uma  data. É celebrar uma história construída por pessoas, sonhos, encontros,  aprendizados e, sobretudo, por gerações que encontraram nessa instituição um  [...]

  • Casas inteligentes redefinem o conceito de luxo no mercado imobiliário

    Esqueça a ideia de que o luxo está apenas em [...]