A pedagoga Suely Borges da Costa começou a fumar muito cedo, aos 12 anos de idade. Com o passar dos anos, ela acabou desenvolvendo muita tosse e pigarro, características da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), um quadro irreversível que atinge em torno de 80% de fumantes e ex-fumantes. A descoberta da doença foi aos 45 anos de idade e de lá até os dias atuais ela faz tratamento à base de medicamentos, bombinhas, vitaminas e expectorante.

A doença que acomete a pedagoga há 13 anos engloga duas principais condições clínicas: o Enfisema Pulmonar (literal destruição do tecido esponjoso pulmonar, o que leva a redução da área de superfície pulmonar e, consequentemente, a queda acentuada da quantidade de oxigênio que atinge a corrente sanguínea) e/ou a Bronquite Crônica (processo inflamatório crônico dos brônquios, ocasionando o estreitamento do seu calibre, aumento na produção de muco com consequente obstrução à natural passagem do ar pela árvore brônquica, levando à conhecida falta de ar, tosse e chiado no peito).

Suely Borges descobriu a doença aos 45 anos de idade

“É uma doença crônica pulmonar de caráter irreversível, no entanto, com o diagnóstico precoce e tratamento médico pneumológico adequado, o paciente restabelece a qualidade respiratória, com melhora importante da qualidade de vida e redução importante das crises e exacerbações que levam, inclusive, à hospitalização. O tratamento medicamentoso consiste no uso regular de medicamentos broncodilatadores inalatórios. Corticóides inalatórios, à depender do perfil do paciente, podem ser associados ao tratamento”, explica o médico pneumologista Dr George Amado.

Além do tratamento medicamentoso, o paciente também é orientado a manter esquema vacinal atualizado (pneumonia/gripe/covid-19), e prática regular de atividade física, manutenção do peso adequado através de uma alimentação saudável e não-inflamatória. “A visita ao médico também é importante nas seguintes situações: ter mais de 40 anos, começar a apresentar tosse persistente, catarro persistente e/ou falta de ar em atividades que antes não causavam cansaço, ser fumante ou ter sido fumante (mesmo que tenha parado de fumar há muito tempo)”, comenta o especialista.

Dr George Amado, pneumologista

Sintomas

A DPOC geralmente começa a se manifestar por volta dos 40 anos, nos pacientes fumantes ou ex-fumantes. De forma paulatina, o paciente passa a perceber redução da capacidade respiratória (cansaço mais fácil em atividades que antes não causavam cansaço), aparecimento de tosse mais persistente, pigarro mais frequente, aumento da produção diária de catarro geralmente mais pela manhã, episódios de chiado no peito à respiração. Ao gripar, o indivíduo persiste com os sintomas respiratórios por mais tempo, demorando mais tempo para curar. Infecções respiratórias com mais frequência. No quadros mais avançados, baixa oxigenação, emagrecimento e debilidade física aparecem com grande frequência.

O diagnóstico se dá através da realização de dois principais exames complementares pneumológicos: a Espirometria Completa (prova de função pulmonar) e Tomografia de Tórax. Esses exames demonstram o grau de comprometimento pulmonar e o quanto de capacidade respiratória o paciente possui

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