*Por Amanda Prata

Os supermercados há alguns anos lutam para conseguirem autorização para a  comercialização de medicamentos isentos de prescrição (MIPs).

Desde 2019, há um projetor de lei 1774/19, de autoria do deputado Glaustin Fokus (PSC-GO), que autoriza os supermercados e estabelecimentos similares a venderem medicamentos que dispensam receita médica, para ser votado na Camara Federal, sendo que nessa semana, este recebeu um parecer favorável pelo Ministério da Economia, indo contra a ANVISA.

A Abras (Associação Brasileira de Supermercados), entende que o projeto de lei acabará com a reserva de mercado do setor farmacêutico, se aprovado. “Permitirá que esse tipo de medicamento seja vendido em supermercados, como acontece na maioria dos países, diminuindo os custos e aumentando acesso da população ”, diz a associação.

Por outro lado, o setor varejista farmacêutico teme a banalização da venda de MIPs  sem a orientação do farmacêutico, já que são estes a causa de 40% dos casos de intoxicação por ano no Brasil, e no projeto de lei não prevê a criação de uma farmácia dentro do supermercado.

Diante de toda essa polêmica, esperamos que a população entenda a importância do uso racional de medicamentos e que ao invés da venda em supermercados seja um facilitador a saúde da população, torne-se um gatilho para o aumento da  dependência química.

*Amanda Prata – Farmacêutica graduada pela Universidade Federal de Sergipe em 2007, Especialista em Gestão da Assistência Farmacêutica pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2015.

 

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