O sarampo é uma doença potencialmente grave e de alta transmissibilidade causada por vírus da família Paramyxoviridae, podendo evoluir com complicações e óbito. A transmissão ocorre por via respiratória iniciando seis dias antes do aparecimento das lesões (exantema) e em até quatro dias após o aparecimento das lesões. A vacina é a forma mais eficiente de prevenir a doença.

Em 2016, o Brasil recebeu o certificado oficial de erradicação do sarampo, graças à vacinação em massa da população nas últimas décadas do século 20. Porém, três anos depois, em 2019, o país foi surpreendido com um novo surto da doença. Em Sergipe, foram registrados seis casos em 2019 e oito em 2020. Nos últimos dois anos não tivemos casos de sarampo em território sergipano, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Dra Gilmara: “O tratamento consiste em terapia de suporte para prevenir as complicações”

A médica infectologista Dra Gilmara Carvalho Batista alerta para o perigo da volta da doença no país devido à baixa cobertura vacinal. “Infelizmente, ficamos abaixo de 50% de vacinados do público alvo da campanha, que foram os trabalhadores da saúde e as crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias). Com isso, existe o risco de ocorrência de surtos da doença, principalmente associados aos fluxos migratórios de pessoas de áreas de baixa cobertura vacinal da doença, como ocorreu em 2019”, alertou.

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo encerrou no dia 24 de junho, mas a doença faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e os imunizantes estão disponíveis durante todo o ano. O Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, inclui duas doses de vacina do sarampo no calendário vacinal do Brasil, associadas à proteção para outros vírus. É a chamada tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola), que deve ser administrada a partir dos 12 meses de vida e a segunda dose com 15 meses, com intervalo mínimo de um mês.

A vacina é a forma mais eficiente de prevenir a doença

“A campanha do sarampo foi uma intensificação, porém é uma vacina ofertada normalmente na rotina dos serviços. Sendo assim, independente da campanha, a população de 1 a 59 anos pode tomar a vacina”, comentou Ana Beatriz Lira, enfermeira do Programa Estadual de Imunização.
Tratamento e sequelas

Dra Gilmara lembra que o sarampo é uma doença de notificação compulsória e deve ser notificada para que sejam tomadas as medidas necessárias de bloqueio. “O tratamento consiste em terapia de suporte para prevenir as complicações. Não há medicação antiviral específica. O Diagnóstico é clínico baseado em sintomas como febre, coriza, tosse, conjuntivite e manchas vermelhas (exantema) pelo corpo. Existe um sinal clínico clássico chamado Sinal de Koplik, localizado na região interna da mucosa oral, na altura do segundo molar superior, que surge antes das lesões de pele e desaparece com 48 horas”, ponderou.

“A doença tem a capacidade de deprimir o sistema imunológico e pode evoluir com complicações infecciosas bacterianas, como otite e a pneumonia. Uma complicação crônica rara é a panencefalite esclerosaste subaguda, doença degenerativa que afeta crianças e adultos jovens (incidência de 4 a 11 casos por 100.000 pessoas) causada pela infecção persistente do vírus no encéfalo”, concluiu a médica.

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