Não se fala de outra coisa neste país sem agenda, porque toda a energia produtiva da imaginação intelectual se perde no jogo de interesses políticos pontuais, quando o mais importante é a manutenção da própria carreira e do próprio corporativismo.

Essas siglas ganharam notoriedade nos últimos governos petistas, mas invadiram, de uma vez por todas, os noticiários da grande mídia na conturbada gestão do presidente Bolsonaro, com os seus rompantes desafiadores do status quo que se encastelou no poder e dita as normas de uma república combalida por um regime estranho aos princípios da democracia, quando o Judiciário assume um protagonismo absolutista em detrimento dos outros poderes.

Um cabo de guerra de três pontas é estabelecido, entre Executivo, Legislativo e Judiciário, e não se sabe qual lado sairá vencedor, até porque o cabo pode se romper e todos se estatelarem no solo.

O executivo tenta formalizar e executar uma agenda mínima para fazer o país avançar, mas a troca de farpas entre o presidente da República e o STF, em pleno andamento de uma fantasmagórica CPI arrepiante, transforma o Brasil em palco para uma nação perdida, polarizada, com uma visão obtusa que não permite perceber o quanto é manipulada.

Os comandantes da CPI, notórios por suas aleivosias, praticadas em muitos anos de desserviço público, agora posam de mocinhos, de improváveis paladinos da Justiça e dos bons costumes, brindados diuturnamente com mídia espontânea, gratuita, nas generosas grandes redes de comunicação deste país.

Segundo juristas renomados, o STF extrapola de suas atribuições constitucionais, e arbitra ao seu bel prazer, desafiando a tudo e a todos com a sua agenda plenipotenciária.

O que esperar ainda disso tudo? Surge então um inesperado salvador da pátria, ungido pelo mesmo STF que o colocara na prisão, para disputar a presidência da república em um pleito onde forças inesperadas entram na arena para disputar, a socos e pontapés, uma eleição para ser tomada, e não vencida, como vociferou, semana passada, uma grande autoridade nacional.

Na plenitude da crise, surge a inquietante proposta do “Poder moderador”, ou seja, atuação constitucional das Forças Armadas para colocar um freio no Estado.

Os que defendem essa possibilidade não podem imaginar a que abismos pode levar essa decisão, porque se sabe como começa um regime desse tipo, mas não se pode avaliar como ele termina, ou mesmo se termina.

Por pior que pareça o cenário, bom mesmo é que se mantenham as instituições funcionando, ainda que aos tropeções, ao invés do amordaçamento de qualquer uma delas pela força, porque o poder absoluto é terrível até quando acaricia.

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