A Covid-19 pode se manifestar de várias maneiras, além dos tradicionais sintomas já conhecidos por todos, como cefaleia, náuseas, vômitos, febre e tosse. São os indicativos na pele, que podem surgir no início da doença ou na fase mais tardia. É o que explica a médica dermatologista Dra Lana Luiza da Cruz Silva. “Várias manifestações na pele foram associadas à Covid-19, sendo descrito seis padrões clínicos principais. Apesar de raro, também pode ocorrer a isquemia distal, que é uma das complicações cutâneas mais graves”, aponta.

Dra Lana Luiza

De acordo com a dermatologista, foram observadas em pacientes com Covid-19 a erupção urticariforme (placas vermelhas levemente “inchadas”, semelhantes a uma “alergia”); a erupção maculopapular (manchas vermelhas confluentes, principalmente no tronco); a erupção vesicular (múltiplas lesões semelhantes a “bolinhas de água” no corpo, semelhantes a uma catapora); lesões tipo eritema pérneo (manchas vermelhas ou violáceas principalmente nas mãos e pés); lesões tipo livedo reticular (manchas vermelhas ou azuis, com um padrão semelhante a redes, lembrando um “mármore”); e erupção purpúrica (pontos ou placas violáceas escuras, que não somem a digito-pressão).

“Em geral, as lesões não causam muita coceira. As manifestações de pele duram cerca de 5 a 14 dias, mas todas essas lesões podem ocorrer em vários momentos em relação aos sintomas de Covid-19.  As lesões vesiculares (semelhantes a “bolinhas de água”) são mais comuns no início da doença, enquanto o eritema pérneo (“dedos arrocheados”) geralmente aparecem na fase mais tardia da doença”, explica Dra Lana Luiza, ao lembrar que  todas as manifestações de pele podem surgir após a Covid-19, variando de dias até meses após.

As manifestaçõesde pele duram cerca de 5 a 14 dias

A maioria das manifestações cutâneas é autolimitada, ou seja, revolve-se espontaneamente. Em casos mais extensos, o uso de corticóide oral pode ser necessário, mas não deve ser iniciado sem supervisão médica. A automedicação deve ser evitada, pois pode ocorrer reação alérgica medicamentosa, causando confusão e atraso no diagnóstico de Covid-19. “Como o quadro cutâneo não é específico, deve-se procurar atendimento médico, tomando todos os cuidados necessários, com o uso de máscara e mantendo o distanciamento social. Em até 20% dos casos, as lesões de pele podem ser a única manifestação da Covid-19, devendo nesses casos, procurar o médico dermatologista”, afirma Dra Lana.

A médica dermatologista alerta para os casos mais graves que podem levar até a amputação de dedos, como a isquemia distal. Ela corresponde a um fenômeno vaso-oclusivo (fechamento do vaso por um “coágulo”) e pode ocorrer em outros órgãos, como o pulmão, causando Tromboembolismo Pulmonar (TEP).

“São pacientes graves que necessitam de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ainda não temos como predizer quem vai ou não ter esses fenômenos tromboembólicos, porém foi observado que os pacientes com erupção do tipo purpúrica apresentam maior risco de desenvolver essa complicação. A melhor forma de evitar quadros graves ainda é através de medidas preventivas para não pegar a doença, ou seja, uso de máscaras, lavagens frequentes das mãos ou uso de álcool gel, e o distanciamento social”, conclui Dra Lana.

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