A Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCE) escolheu o dia 19 de maio para chamar atenção da população sobre os diferentes tipos  de dores de cabeça existentes. Em decorrência do novo coronavírus, um dos sintomas frequentes nos pacientes infectados são as dores de cabeça que, geralmente, aparecem já no início da doença. “Existe um grande leque de causas, motivos e tipos de cefaléia. Atualmente, a própria Covid-19 têm como um dos sintomas as dores de cabeça”, alerta o médico infectologista e diretor de Vigilância e Saúde, Marco Aurélio Góes.

Em Sergipe, de janeiro a abril deste ano, foram atendidos 370 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), no Pronto Socorro do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), com sintomas de cefaléia. A técnica de enfermagem Maria Cristina Souza, 33, sofre com fortes dores de cabeça. Ela explica que faz acompanhamento médico e que as crises começaram devido a uma sinusite. “Muitas vezes já faltei faculdade, trabalho e eventos por causa de uma crise de cefaléia. A minha medicação é prescrita pelo especialista e não posso tomar nada sem indicação médica”, ressaltou.

A clínica médica do Huse, Silvana Queiroz de Andrade, destaca que uma simples dor de cabeça recorrente pode, na maioria das vezes, se transformar em uma dor crônica. “Essa dor pode ser provocada por estresse emocional, depressão, problemas oftalmológicos, hipertensão arterial, diabetes, além de estar associada a outros sintomas como febre, gripe, convulsão, mal-estar, tosse… Tudo isso pode fazer com que as pessoas procurem atendimento médico”, reitera.

Marco Aurélio reforça a importância de procurar um especialista para que haja o diagnóstico correto. “Uma questão importante em relação à procura de um médico é quando a dor de cabeça muda de aspecto, ou seja, a pessoa que é acostumada a sentir um tipo de dor de cabeça e de repente passa a ter outras manifestações”, explica Marco Aurélio.

A clínica médica, Silvana Queiroz, relata que muitas pessoas acabam se automedicando,  fazendo uso abusivo de analgésicos comprados por conta própria em farmácias. Para a profissional da saúde, o tratamento deve contar em primeiro lugar com o auxílio de um médico especialista ou clínico geral. “Exercícios físicos também fazem parte do tratamento, manter uma rotina de alimentação equilibrada ajuda a qualidade de vida de quem sofre com a doença”, pontuou.

O médico infectologista, Marco Aurélio, explica que o uso da automedicação, além da toxicidade, também pode mascarar outros sintomas. “Se é uma dor de cabeça nova, a recomendação é de que se evite a automedicação. Quando é uma cefaléia já conhecida, o uso de um medicamento deve ser feito só quando prescrito pelo médico”, finaliza.

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