A polícia de Paris informou que prendeu quase 240 pessoas neste sábado (16) após violentos distúrbios ocorridos durante os protestos dos “coletes amarelos”.

No 18º fim de semana consecutivo de manifestações contra o presidente Emmanuel Macron, várias lojas foram saqueadas e incendiadas no centro da capital francesa. Houve confrontos entre manifestantes e policiais, que responderam com gás lacrimogêneo e canhões de água. Segundo a polícia, 42 manifestantes, 17 policiais e um bombeiro ficaram feridos.

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, foi à avenida Champs-Elysées, que atravessa o centro de Paris, para mostrar apoio à polícia e aos bombeiros. Ele prometeu “punir severamente” os radicais responsáveis pela violência “inaceitável”.

 Philippe afirmou que “os que desculpam ou encorajam” esses atos se tornam “cúmplices”. O ministro do Interior, Christophe Castaner, criticou a ação dos manifestantes, que classificou como “profissionais da desordem” e pediu ao responsável pela polícia para responder “com a maior firmeza”.

Castaner afirmou que cerca de 1.500 militantes “ultraviolentos” se infiltraram entre os cerca de 10 mil que participaram das manifestações em Paris, segundo estimativas do Ministério do Interior. No sábado anterior (9), as manifestações reuniram 3 mil pessoas.

O número de manifestantes vinha diminuindo nos últimos fins de semana.

Segundo as autoridades, mais de 32 mil pessoas participaram hoje dos protestos em toda a França. Na semana anterior havia sido pouco mais de 28 mil.

As reivindicações dos protestos, que incluem tanto integrantes de movimentos de extrema direita como de extrema esquerda, são vários. Entretanto, as principais preocupações são relacionadas aos altos impostos e aos salários em queda.

Críticos do governo afirmam que Macron favorece os ricos em detrimento dos menos favorecidos. A popularidade do presidente francês vem caindo drasticamente desde sua eleição em 2017, embora tenha melhorado nos últimos meses – para 28%.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

Fonte: Agência Brasil

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