Montesquieu, filósofo iluminista francês, falava que os homens são infelizes porque vivem oscilando entre a esperança e o medo, pois, ao invés de apoiarem-se na razão, produzem monstros que os perseguem e fantasmas que os amedrontam. Algo assim.

Ele falava de religião, algo que respeitava tanto quanto desprezava os religiosos. Mircea Eliade, filósofo romeno, talhou a dualidade sagrado e profano, quando falou sobre a sobrenaturalidade do homem religioso, um ser capaz de provocar uma ruptura na natureza e se comunicar diretamente com o céu e com o próprio Deus, bem como, por explicitação, determinar que um local, ou uma imagem, ou um objeto qualquer seja sagrado.

Outro francês, também filósofo e sociólogo como os primeiros, Pierre Bourdieu, escreveu um artigo, de essência materialista, denominado “A economia das trocas simbólicas”, estabelecendo que a religião é um grande negócio e que a fé não passa de uma mercadoria simbólica, livremente negociada em um grande mercado.

Mas, por que esse mergulho no universo filosófico dessas figuras tão estudadas e consagradas na academia? Os religiosos vivem na esperança de ressurreição do Cristo, e muitos interpretaram as tentações simuladas de Santo Antão no desfile da escola de samba Gaviões da Fiel como se ele fosse o Jesus de Nazaré.

Para o alemão Arthur Schopenhauer, o Deus do mundo é a vontade; o grande mandamento é o desejo sexual, e o sofrimento é o lado positivo da vida, já que os momentos alegres são poucos e devem ser aproveitados ao máximo. Era um pessimista, mas influenciou o comportamento, além de boa parte do pensamento filosófico e religioso do mundo.

Entre filósofos, religiosos e carnavalescos, por que importunar os símbolos de fé religiosa em nome de uma falsa liberdade de expressão? Vivendo em um dossel sagrado ou em um mercado de trocas simbólicas, os crentes (católicos, protestantes, evangélicos, judeus, muçulmanos e outros) acreditam na ressurreição e veneram os seus profetas, santos e anjos. Para os cristãos, o ascetismo e a veneração são padrões de fé e esperança, enquanto para o ateu tudo acaba por aqui. Como diz a publicidade global, é preciso ter respeito.

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