Parece que a mídia nacional voltou os seus olhos para Sergipe, oferecendo um indício claro de que, com um pouco mais de sorte, uma nova fase da Operação Lava Jato pode aportar nestas terras um tanto esquecidas, onde a certeza da impunidade fornece segurança para que um número cada vez maior de gestores públicos se envolvam em maracutaias, amparados pela máxima popular de que “a ocasião faz o ladrão”.

Operações de cunho seríssimo, como a que envolveu as negociações suspeitas da Prefeitura de Aracaju com a empresa Torre, às vésperas das eleições para prefeito de 2016, simplesmente foram empurradas para debaixo do tapete, promovendo não uma medalha de honra ao mérito para a delegada Danielle Garcia, que investigava com inconteste competência o caso, mas sim a sua exoneração do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) e consequente engavetamento do processo.

Tivemos o caso tão propalado das festas juninas de 2017, que aparentava terminar nos arquivos mortos da burocracia jurídica, quando, de repente, um veículo de mídia de grande impacto nacional aporta em terras sergipenses para esclarecer coisas que acontecem e desaparecem entre as forças policiais, o Ministério Público e os tribunais de Aracaju.

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