A Prefeitura de Aracaju está investindo de forma maciça na infraestrutura da capital. Além dos projetos contínuos como o “Tapa Buraco”, o prefeito Edvaldo Nogueira já entregou importantes obras nos bairros Coqueiral e 17 de Março, entre outras. Além disso, na última semana, o gestor assinou mais duas ordens de serviço. Dessa vez, o trabalho será realizado nas extensões das avenidas Beira Mar e Euclides Figueiredo. Todas as iniciativas são realizadas no período diurno, no intuito de economizar recursos e evitar transtornos aos aracajuanos. 
Conforme indica o famoso ditado “a pressa é inimiga da perfeição”. Para entregar os serviços que os cidadãos merecem, otimizar os investimentos e ampliar a possibilidade de conforto aos que estão ao redor das obras, a administração municipal opera seu planejamento de forma que evite a necessidade corriqueira de trabalhos noturnos, executando as incumbências com serenidade e qualidade.   
A estratégia é necessária por conta dos tipos de contratos licitatórios que são firmados com as prestadoras de serviços. Os trabalhadores dessas empresas privadas têm direito ao acréscimo de horas extras no caso de atividades que excedam o período normal.  “O preço que as empresas contratadas via licitação disponibilizam são do horário de trabalho comercial, ou sejam, apenas durante o dia. O serviço noturno só pode ocorrer em casos de emergência ou de maneira atípica, incluindo um valor extra, aumentando os custos”, explica o diretor de Obras da Empresa Municipal  de Obras e Urbanização (Emurb), Geraldo Santana.  
Do ponto de vista legal, se faz mais seguro que os trabalhos noturnos sejam restritos às situações inevitáveis, por conta dos transtornos que a movimentação do maquinário podem causar aos aracajuanos que moram perto da execução do serviço. “Há também o complicador da poluição sonora, pois nós teríamos máquinas trabalhando o tempo inteiro, o que sem dúvida incomodaria a vizinhança e ultrapassaria os decibéis permitidos na legislação, o que poderia ocasionar multas”, ressalta Geraldo.     
Desta forma, as atividades noturnas poderiam até acelerar o andamento dos projetos, mas por um custo muito alto no que diz respeito ao orçamento e também no impacto da qualidade de vida cotidiana dos cidadãos. O presidente da Emurb, Sérgio Ferrari, também pontua a qualidade dos serviços executados. “A falta de iluminação dificulta a visibilidade principalmente em redes de drenagem e, para o acabamento do asfalto, também existiriam prejuízos”, afirma Ferrari. 

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