Procedimento ocorrerá em todos os presídios sergipanos até o final do ano

A Secretaria da Segurança Pública, por meio do Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF), realizou na última quarta-feira (30), coleta de material genético em 29 internas do presídio feminino, situado no município de Nossa Senhora do Socorro. O procedimento, coordenado pela diretora do IAPF, Maria Auxiliadora Bitencourt, objetivou cadastrar e compartilhar informações genéticas na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBGP). Com isso, Sergipe passa de fato a dispor de tecnologia para compartilhar informações entre laboratórios de perícia sobre vestígios e suspeitos de praticar crimes.

Durante procedimento, Kleber Willer, perito do IAPF, destacou a importância da ação que ocorrerá em todos os presídios sergipanos até o final do ano. “Essa ação é resultado de Termo de Cooperação Técnica firmado entre a SSP e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), buscando subsidiar informações, em âmbito nacional, no campo das apurações criminais e identificação de pessoas desaparecidas. Nosso trabalho se baseará na Lei nº 12.654/12, que prevê a coleta de perfil genético como forma de identificação criminal. A intenção do Ministério da Justiça e Segurança Pública é incluir na Rede Integrada todos os dados de DNA dos condenados por crimes violentos dolosos até 2022. No momento, a Rede está sendo abastecida com perfis genéticos de pessoas sentenciadas por crimes hediondos (Lei nº 8072/90). Em novembro de 2017, o banco nacional contava com 10.769 perfis. No mesmo mês de 2018, chegou a 18.080”, explicou.

Para Andréa Fernanda Andrade, diretora do presídio feminino, a conversa prévia entre os peritos e a direção do estabelecimento prisional foi de fundamental importância para que o procedimento fosse realizado  com segurança e tranquilidade junto às internas. “O presídio feminino conta atualmente com 228 internas, sendo que apenas 29 se enquadram no perfil estabelecido em lei para passar pela identificação criminal. Houve uma reunião prévia com a nossa equipe por parte dos peritos do IAPF e nós alinhamos como funcionaria o procedimento. Isso foi muito importante para a condução dos trabalhos”, pontuou.

Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos

A Rede foi concebida a partir da utilização do sistema CODIS (em inglês, Combined DNA Index System), desenvolvido pelo FBI, instituição que compõe a segurança federal dos Estados Unidos. O programa é de propriedade da unidade de investigação norte-americana e é licenciado para as instituições de segurança pública que compõem a rede brasileira.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias (ASN)

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