
Foi realizada na manhã desta quinta-feira, 29, na Sala de Comissões da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), uma audiência pública para a avaliação de cumprimento de metas fiscais do 2º quadrimestre 2026. Segundo a secretária de estado da Fazenda, Sarah Tarsila, até agosto de 2026, Sergipe destinou R$ 952 milhões para investimentos, o maior valor registrado da série iniciada em 2021.
Para se ter uma ideia, a receita total acumulada de janeiro a agosto passou de R$ 12.593 milhões, em 2025, para R$ 13.186 milhões, em 2026, representando um crescimento nominal de 5% (R$ 593 milhões a mais). “A arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria cresceu 9% em relação a 2025, passando de R$ 3.631 milhões, em 2025, para R$ 3.973 milhões, em 2026”, informa.
As transferências correntes cresceram 7% em termos nominais (ou 2% em termos reais), passando de R$ 6.12 milhões, no ano passado, para R$ 6.540 milhões este ano. As despesas totais cresceram 13% em relação a 2025, em termos nominais (ou 8% em termos reais). O total da despesa liquidada passou de R$ 11.293 milhões, em 2025, para R$ 12.705 milhões, em 2026 (aumento de R$ 1.413 milhões).
“O resultado primário do período ficou negativo em R$ 281,6 milhões. O número reflete o volume de investimentos financiados com crédito: pelas regras contábeis, as obras entram como despesa, mas os recursos dos financiamentos não contam como receita primária”, ressalta.
O volume de recursos aplicados em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) alcançou R$ 2.556,57 milhões, correspondentes a 24,92% da receita de referência. No setor da saúde, foram aplicados R$ 1.678,82 milhões em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), equivalentes a 15,36% da receita de referência.
“Vale ressaltar que a despesa da função saúde aumentou de R$ 2,25 bilhões para 2,37 bilhões. Um aumento de aproximadamente 5,3%, considerando o uso de outras fontes de recursos não computados no percentual legal”, observa a secretária.
A gestora informou ainda que a relação entre a Dívida Consolodada Líquida e a Receita Corrente Líquida, conforme a Secretaria do Tesouro Nacional é a 10ª menor do país. Sergipe alcançou o percentual de 7,25%, estando em situação amplamente confortável.
Deputados
Entre as abordagens dos parlamentares, a deputada Linda Brasil (Psol) quis saber quais as áreas onde houve mais investimentos no 2º quadrimestre. A secretária respondeu que essas informações devem ser passadas pelos gestores das pastas. “Eu consigo ver no agregado, que investimentos em infraestrutura foram maiores, mas oriento a pegar essas informações com gestores de cada área”, explica Sarah Tarsila.
O deputado Cristiano Cavalcante disse que a secretária foi muito contundente e cautelosa com os dados. “O estado de Sergipe era visto como endividado, mas essa história ficou no passado, pois 60,43% da RCL, em 2016, e hoje, 7%, com todas as concessões de crédito que nós votamos e aprovamos e hoje estamos vendo sendo materializadas. É o ciclo da economia acontecendo: concessão de crédito, obra, gerando receita, emprego e as coisas começam a acontecer no estado”, enfatiza.
Fonte, Ascom – Alese
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