Encontro reuniu lideranças locais, representantes da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) e da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), responsável pela fiscalização das obras

As comunidades da Prainha e da Fibra, localizadas à beira-rio, no bairro Industrial, zona norte da capital, preparam-se para um novo momento de sua história, sem deixar para trás os saberes tradicionais e os modos de vida que caracterizam a identidade do território. Na tarde desta terça-feira, 6, lideranças locais reuniram-se com representantes da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) e da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) para discutir ações de acolhimento e acompanhamento das famílias que serão deslocadas durante a execução das obras previstas para a região.

As ações de urbanização e qualificação irão beneficiar cerca de 369 famílias e integram o Programa Periferia Viva – Urbanização de Favelas, do Ministério das Cidades (MCID), por meio do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Além da construção de 66 novas unidades habitacionais, serão realizadas obras de infraestrutura urbana e recuperação ambiental, regularização fundiária da ocupação NavPesca e instalação de equipamentos comunitários, como praças e áreas de lazer.

O encontro aconteceu no Posto Territorial, centro de atendimento instalado diretamente na comunidade, e teve como objetivo fortalecer a articulação entre os órgãos e a população afetada. A reunião integra a etapa de planejamento da estratégia de ação junto às comunidades locais, em atendimento às demandas apresentadas, e antecede a elaboração e adequação dos projetos e das ações táticas de acolhimento das famílias durante a execução das obras, principalmente no que se refere à inclusão de novos beneficiários no Auxílio Moradia.

Para Antônio Carlos Barbosa, líder da Comunidade Fibra, a manutenção do diálogo entre a gestão e a população representa transparência na construção coletiva das políticas públicas e compromisso com as necessidades de quem vive no território.

“O plano de ação vem justamente para nós estarmos informados sobre todos os processos e podermos nos posicionar. O diálogo está aberto e fluindo, e temos que começar a dar encaminhamento ao que precisa ser feito para viabilizar as obras”, comentou.

De acordo com a diretora de Gestão Social da Habitação e Interesse Social, Luciana Ribeiro, a reunião e a escuta ativa são elementos fundamentais para adequar o atendimento da Semfas às famílias que serão atendidas com o início das obras.

“Participamos da reunião, juntamente com as equipes da Emurb e das comunidades, para alinharmos como será feita a retirada dessas pessoas e a adesão ao Auxílio Moradia, para que a obra venha a ser iniciada. Então, estamos visitando as famílias que ainda estão aqui nas palafitas e buscando essa escuta”, explicou.

Em 2023, a Comunidade da Prainha foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial de Aracaju.

Fonte, Agência Aracaju de Notícias.

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