Fábio chega à reta final com apoio de quase 90% dos prefeitos de Sergipe

Dos 75 prefeitos de Sergipe, Fábio Mitidieri tem o apoio de 88%, enquanto Valmir tem como aliado 12% dos prefeitos sergipanos.

Ao todo, 67 prefeitos apoiam Fábio Mitidieri e 8 apoiam Valmir de Francisquinho

 A campanha eleitoral entra em seus últimos dias e, com a proximidade da votação de 4 de outubro, uma força política começa a aparecer de maneira ainda mais intensa no interior de Sergipe: os prefeitos. Gestores de municípios das diferentes regiões do estado ampliam a mobilização de suas bases e assumem publicamente o apoio à reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD).

Da Grande Aracaju ao Médio Sertão, passando pelo Sul, Centro-Sul, Leste e Agreste Central, prefeitos têm colocado seus próprios capitais políticos na campanha estadual. São gestores com influência direta na política municipal, relacionamento com vereadores, lideranças comunitárias e diferentes segmentos da sociedade e, principalmente, contato cotidiano com a população.

Dos 75 prefeitos de Sergipe, Fábio teria apoio de 67, equivalentes a 89,33%, enquanto Valmir teria oito, ou 10,67%. Na população administrada, porém, a diferença diminui bastante porque Aracaju, com 630.932 habitantes, está no grupo atribuído a Valmir, e Itabaiana também tem população expressiva, com 109.250 habitantes. O IBGE estima Sergipe em 2.299.425 habitantes em 2025.

Os gestores que apoiam Fábio Mitidieri administram municípios onde vivem cerca de 63,47% dos sergipanos; Já os gestores que apoiam Valmir administram municípios onde vivem cerca de 36,53% dos sergipanos.

Parceria com os municípios

Há um argumento que se repete entre os gestores que defendem a continuidade de Fábio Mitidieri: a relação estabelecida pelo Governo do Estado com as administrações municipais. Independentemente do tamanho da cidade, prefeitos destacam investimentos, obras, programas e parcerias construídas ao longo dos últimos anos. Na avaliação desses gestores, a presença do Estado nos municípios criou uma relação administrativa que acabou se transformando também em aproximação política.

Na Grande Aracaju, nomes como Airton Martins, da Barra dos Coqueiros; Samuel Carvalho, de Nossa Senhora do Socorro; Júlio de Marcos Santana, de São Cristóvão; Petinho de João Grande, de Riachuelo; Paulo César, de Santo Amaro das Brotas; Juca, de Laranjeiras; e Ivan Sobral, de Itaporanga d’Ajuda estão entre os gestores que apoiam Fábio.

São municípios importantes não apenas pelo número de eleitores, mas também pela proximidade com a capital e pela influência econômica e política que exercem sobre toda a região metropolitana e seu entorno.

No Centro-Sul, a candidatura governista também reúne gestores municipais como Sérgio Reis, de Lagarto; Roberto Barracão, de Poço Verde; Dilson de Agripino, de Tobias Barreto; e Galego, de Riachão do Dantas.

O mesmo cenário se repete no Sul sergipano, onde estão entre os apoiadores André Graça, de Estância; France de Domingos, de Pedrinhas; Ernaldo do Frigorífico, de Itabaianinha; Adauto Amor, de Santa Luzia do Itanhy; Givanildo Costa, de Salgado; Dr. Fábio, de Arauá; Sandro de Jesus, de Cristinápolis; Juliana Cardoso, de Umbaúba; Jackson do Mangue Grande, de Boquim; Marcos Santana, de Indiaroba; e Jal Construções, de Tomar do Geru.

A presença de tantos gestores numa mesma direção política ajuda a compreender uma das características da campanha de Fábio nesta eleição: a tentativa de transformar a relação institucional construída entre Estado e municípios em uma ampla rede política no interior.

Apoio espalhado pelo estado

No Leste sergipano, aparecem entre os apoiadores Marcones Melo, de General Maynard; Daiane Oliveira, de Siriri; Décio de Lara, de Japaratuba; Janilson Alves, de Santa Rosa de Lima; César Resende, de Rosário do Catete; Júnior de Dr. Carlos Milton, de Capela; Izabel de Nollet, de Divina Pastora; e Guilherme, de Pirambu.

No Agreste Central, Fábio conta com gestores como Dr. Vagner, de Moita Bonita; Binho, de São Domingos; Rogério Sobral, de Ribeirópolis; Diogo Machado, de Carira; Assisinho, de Malhador; Rafael da Vidraçaria, de Frei Paulo; Médici de Maim, de Campo do Brito; Cleane de Everton, de São Miguel do Aleixo e Zé Augusto de Zé de Loló, de Pedra Mole.

Já no Médio Sertão, integram essa articulação Ana Helena, de Aquidabã; Eri Barroso, de Cumbe; Gabi de Lica, de Itabi; Jean de Gerino, de Feira Nova; Ianna de Dr. Thiago, de Nossa Senhora das Dores; e Cassinho, de Graccho Cardoso.

No Baixo São Francisco, temos Luciano de Menininha, de Propriá; Ricardo Roriz, Santana do São Francisco; Alysson Tojal, em Neópolis; Marcos Sandes, de Amparo do São Francisco; Dudu Guimarães, em São Francisco; apoiam a reeleição de Fábio. No Sertão, Luana Oliveira, em Nossa Senhora da Glória; Evandro Silva, em Monte Alegre e Everton da Saúde, de Porto da Folha; Vado Gavião, de Poço Redondo; apoiam a reeleição de Fábio. E vários outros.

Apoiam Valmir

Os prefeitos que apoiam Valmir de Francisquinho são: Emília Corrêa, de Aracaju; Zequinha da Cenoura, de Itabaiana; Talysson de Valmir, de Areia Branca; Edi Leite, de Carmópolis; Dr. Charles, de Pinhão; Jeane da Farmácia, em Nossa Senhora Aparecida; Carivaldo Souza, de Macambira; e Cristiano Viana, de Simão Dias.

A hora dos prefeitos

Na política do interior, prefeito não é apenas um nome na fotografia de uma aliança. É a principal liderança política do município e está diretamente envolvido na organização dos grupos locais. É justamente por isso que a reta final aumenta o protagonismo desses gestores.

Na reta final, a política deixa os grandes eventos estaduais e chega definitivamente às ruas dos municípios. A capacidade de um prefeito transferir votos, entretanto, nunca é automática. O eleitor tem suas próprias avaliações, preferências e prioridades. Mas é inegável que uma rede municipal organizada amplia a capacidade de mobilização de qualquer candidatura.

Para os prefeitos, assumir publicamente uma candidatura ao Governo também significa colocar o próprio capital político em jogo. Para muitos, o verdadeiro termômetro para 28. É óbvio que há também um componente pragmático nessa relação. Prefeituras dependem de parcerias com o Governo do Estado para tirar do papel investimentos que muitas vezes ultrapassam sua capacidade financeira.

Por Fábio Viana da equipe CinformOnline.

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