
A campanha eleitoral entra na reta final, período em que cresce o volume das propagandas, das mobilizações de rua e das tentativas de conquistar os últimos indecisos. É também o momento em que o eleitor deve olhar além dos discursos, dos jingles e das imagens produzidas para as redes sociais. A prestação de contas revela uma parte importante da estrutura colocada em campo por cada candidatura e ajuda a compreender quais são as prioridades de uma campanha.
Os dados declarados à Justiça Eleitoral mostram diferenças expressivas entre os candidatos ao Governo de Sergipe. Há campanhas com milhões de reais em receitas e despesas contratadas, enquanto outras trabalham com valores muito menores. Essa desigualdade financeira interfere na capacidade de produzir programas de rádio e televisão, imprimir materiais, contratar equipes, impulsionar conteúdos e organizar atos por todo o estado. Dinheiro não compra automaticamente a confiança do eleitor, mas amplia presença, alcance e repetição de mensagem.
Por isso, a transparência não pode ser tratada como simples obrigação burocrática. Partidos e candidatos precisam explicar de onde vêm os recursos, quanto já foi comprometido, quais serviços concentram os maiores valores e o que ainda falta pagar. Cabe também à Justiça Eleitoral fiscalizar a regularidade das informações e cobrar correções quando houver inconsistências.
Ao eleitor interessa saber não apenas o que cada candidato promete fazer com o orçamento público, mas como administra o próprio orçamento eleitoral. Uma campanha organizada, transparente e responsável oferece sinais sobre prioridades, métodos e capacidade de planejamento. Na reta final, acompanhar propostas continua essencial. Acompanhar o dinheiro também.
Por Fábio Viana da equipe CinformOnline.
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