CAFÉ COM HISTÓRIA: O Brasil e a ONU – Por Ermerson Porto


A história da Organização das Nações Unidas (ONU) está ligada aos inúmeros conflitos bélicos, os quais dominaram o mundo na primeira metade do século passado, ou seja, ligado ao processo histórico vivenciado pelo mundo ao longo da primeira metade do século XX. Em especial, aos dois maiores conflitos bélicos mundiais que aconteceram nesse período. Salienta-se, porém, que a precursora da criação de um organismo internacional que envolve diversos países do globo em torno de objetivos comuns foi a chamada Liga das Nações, fundada logo após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) com a participação ativa dos vencedores do conflito.

Somente mais à frente, com o término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), acentuou-se a preocupação com a paz global e novamente emerge a ideia de uma organização que tivesse como objetivo manter o equilíbrio entre as nações. O objetivo consistia, de fato, evitar a ocorrência de novos conflitos militares, como as duas grandes guerras anteriores, ocasionando grandes perdas políticas e econômicas, além de um estarrecedor número de vítimas fatais.

Caro leitor, em 24 de outubro de 1945, representantes de cinquenta nações estavam reunidas na Conferência de São Francisco, estado da Califórnia, nos Estados Unidos, para discutir e assinar a criação da ONU. O protagonismo dessa formação está atrelado à ação dos Estados Unidos, União Soviética – URSS (atual Rússia), Reino Unido, além de China e França, potências mundiais que se sagraram vencedoras da Segunda Guerra Mundial. Ao longo das últimas décadas, vários outros países foram aderindo à instituição.

A ONU, cuja sede fica em Nova York, é ainda hoje o principal organismo internacional e visa essencialmente: preservar a paz e a segurança mundial; estimular a cooperação internacional na área econômica, social, cultural e humanitária; assim como promover o respeito às liberdades individuais e aos direitos humanos.

Mas, e o Brasil?

O Brasil foi parte essencial desse processo. Combatente contra o Eixo, nosso país, atuou na esfera diplomática para moldar a ordem mundial do

pós-Guerra, antes mesmo da Conferência de São Francisco, aquela que criou a ONU. Lembra?

O Brasil foi peça fundamental na nascente ONU, ainda na década de 1940. Com destaque para o chanceler brasileiro Oswaldo Aranha (1894-1960), que presidiu em 1947, uma sessão especial da Assembleia-Geral da ONU e apoiou a partição da Palestina britânica. Evento esse que levou à criação do Estado de Israel, em 1948. A resolução também previa um Estado árabe, ainda inexistente. Embora haja controvérsias, Aranha foi considerado fundamental para a decisão final da ONU e por fazer lobby em favor do voto positivo.

É meus amigos, o Brasil desde 1947 abre a Assembleia Geral da ONU e embora tenha várias justificativas para explicar a origem dessa tradição, é inegável o protagonismo do país naquela nascente organização.

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