Oftalmologista alerta sobre o uso excessivo de dispositivos digitais


Com os meios digitais exercendo cada vez mais influência na vida das pessoas e o uso de celulares e computadores se tornando indispensáveis para estudo e trabalho, surge uma preocupação: a saúde dos olhos. No mês de julho é celebrado o Dia Mundial da Saúde Ocular, que chama a atenção para a prevenção de doenças oculares e da cegueira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 35 milhões de brasileiros convivem com algum problema de visão. Os vícios de refração, ou seja, a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia (vista cansada) são as doenças oculares mais frequentes e são tratadas com a prescrição de óculos.

“O exame completo precisa ser feito pelo médico oftalmologista, pois os pacientes podem ter, simultaneamente, doenças como glaucoma, ceratocone, catarata, estrabismo, retinopatia diabética ou hipertensiva, etc. Quando estas doenças não são diagnosticadas e tratadas logo no início, podem levar à cegueira. Medir a pressão intraocular e avaliar o fundo de olho permitem o diagnóstico precoce de várias doenças que só o médico especializado consegue fazer”, explica o médico oftalmologista cooperado Unimed Sergipe, Airton Machado.

Além de fatores genéticos, o uso excessivo de dispositivos digitais, como o celular, o tablet, o notebook e os monitores ou televisões de LED também podem prejudicar a saúde do olho, pois emitem uma faixa da frequência da luz, a luz azul, que pode levar ao envelhecimento precoce da mácula (área nobre da retina). “Para que haja uma maior proteção e seja possível filtrar esta luz azul, deve-se usar óculos com lentes com proteção anti-reflexo com tecnologias como blue control, Crizal Sapphire, No-Risk, Long Life, entre outras.  Alguns smartphones e notebooks já têm a possibilidade de ativar um filtro de tela para esta faixa de luz azul. Outra sugestão é de adquirir, sempre que possível, aparelho com tela maior e ajustar a fonte e os caracteres para o tamanho médio ou grande”, aconselha o especialista.

Segundo o oftalmologista, é aconselhável, também, dar um intervalo de 20 minutos a cada uma hora e meia ou duas horas de uso dos dispositivos digitais e limitar o uso a 6 ou 8 horas por dia. O médico também alerta para que nos minutos de pauta, a pessoa busque olhar pela janela para algo distante e também se hidratar.

“O uso excessivo leva ao ressecamento e à irritação ocular com ardor, vermelhidão e sensação de areia, bem como a falta de pausa a cada 2 horas leva a um maior cansaço visual. Esta fadiga ocular pode causar dor de cabeça e dor retro ou periocular. Hoje, os oftalmologistas aconselham a usar lágrimas artificiais, que são os colírios lubrificantes quando os pacientes estudam no computador ou trabalham online. Vários estudos estão evidenciando que haverá grande aumento da miopia na população, por usar muito a visão para perto, nos dispositivos digitais”, alerta o médico.

EXAMES –  Para a maioria das pessoas, a avaliação com um oftalmologista deve ser realizada anualmente. Em crianças, o exame do olhinho já é feito nos primeiros dias de vida, principalmente se for prematuro. “Toda criança deve ser examinada imediatamente se apresentar desvio ocular, o estrabismo, e antes de entrar na idade escolar. Atualmente as crianças já vão para a escola com dois ou três anos. Há casos de estrabismo em crianças, com  grau alto de hipermetropia e ambliopia, que é a redução na visão de um dos olhos e que exigem retornos frequentes”, frisa o oftalmologista.

Na pré-adolescência, os casos de ceratocone podem precisar de avaliações com intervalos curtos, principalmente se estiver havendo progressão da doença. Já na fase adulta e após os 40 anos, quando surge a presbiopia, o exame pode ser realizado de um ano a um ano e meio, se não houver nenhuma outra doença ocular associada. Em todos os casos, apenas o médico oftalmologista poderá estabelecer o período de revisão para cada patologia. Após o primeiro exame com o profissional, o paciente ficará ciente do intervalo adequado para o seu retorno. Para isso, é preciso que os pacientes se certifiquem de que realmente estejam sendo examinados por um oftalmologista.

“É preciso ter certeza da formação do profissional, pedindo para ver o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM)  e o registro de especialidade (RQE). Infelizmente, há falsos profissionais, charlatões que enganam os pacientes e lhe prescrevem os óculos. Muitos pacientes possuem outras doenças que não são descobertas e tratadas a tempo e, por conta disso, pode haver perda da acuidade visual e até cegueira. A segurança dos pacientes está na escolha do médico oftalmologista e a Unimed oferece profissionais com as mais altas qualificações técnicas e cirúrgicas”, assegura Airton.

 

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