“Prefeitura precisa ouvir as famílias da Zona de Expansão”, afirma Professora Ângela Melo em ato público


No feriado desta quinta-feira, 03/06, famílias da Zona de Expansão realizaram um novo ato público cobrando do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, e da Câmara Municipal uma solução para os problemas ocasionados com a transformação dos povoados da região em seis bairros, sem qualquer diálogo com as comunidades que ali vivem.

Reafirmando o seu apoio às famílias, a vereadora Professora Ângela Melo (PT) participou da manifestação e ressaltou que “a Prefeitura precisa ouvir os moradores da Zona de Expansão porque as mudanças geradas pela lei do Executivo já estão provocando problemas de identidade e pertencimento que caracterizam aquelas comunidades”.

Em nota enviada à imprensa, o Fórum em Defesa da Grande Aracaju aponta que a lei “trouxe reflexos negativos para quase todos os povoados, a ponto de não respeitar os núcleos tradicionais de alguns deles, assim como não respeitar minimamente os limites tradicionais”.

A título de exemplo, o Fórum cita que com as mudanças “o núcleo do Robalo ficou no novo bairro São José dos Náufragos, o núcleo da Gameleira, ficou dentro dos limites do novo bairro Areia Branca, o Mosqueiro e a Areia Branca, dois dos maiores e principais povoados da região perderam áreas expressivas para um bairro novo – o Matapoã – que não correspondia a um povoado”.

O Fórum questiona também a legalidade da tramitação do projeto que gerou a referida lei e informa que, neste sentido, “já protocolou denúncia junto ao Ministério Público de Sergipe e espera que o procedimento seja analisado pela respectiva promotoria e que Câmara de Vereadores, Prefeitura de Aracaju e Conselho de Desenvolvimento Urbano de Aracaju sejam chamados a prestar esclarecimentos e que tudo seja resolvido por meio da assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta”.

Relembre

Vale lembrar que a Lei que transformou a Zona de Expansão de Aracaju em seis bairros (Mosqueiro, Matapoã, Areia Branca, Gameleira, São José dos Náufragos e Robalo) foi aprovada no dia 10 de março, com o voto contrário de Ângela Melo, e sancionada pelo prefeito no dia 23 do mesmo mês.

Durante a votação do projeto na Câmara Municipal, a parlamentar petista já havia denunciado o método antidemocrático. “Criar novos bairros sem qualquer planejamento, sem Plano Diretor e sem participação popular é empurrar os problemas urbanísticos da nossa cidade com a barriga”, criticou à época.

 

Por Assessoria 

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