Médico orienta sobre prevenção e tratamento do câncer de bexiga


Os tumores de bexiga constituem a quarta neoplasia mais frequente em homens e a oitava em mulheres. A incidência deste tipo de câncer aumenta com a idade e menos de 1% dessas neoplasias ocorre antes dos 40 anos. De acordo com o médico Dr Péricles Teixeira Gomes, que é especialista em Urologia e Cirurgia Geral, cerca de 70 a 80 % dos pacientes apresentam hematúria indolor como manifestação inicial de um provável tumor de bexiga.

“Somente 20% dos pacientes apresentam sintomas como dor, queimação, ardência ou desconforto durante ou após o ato de urinar; necessidade frequente de ir ao banheiro, geralmente acompanhada de diminuição do volume de urina; e a urgência miccional, que é o desejo súbito e compulsivo de urinar”, disse Dr Péricles, ao explicar que essas manifestações irritativas frequentemente estão associadas a tumores com invasão muscular de prognóstico mais grave.

Segundo o urologista, em cerca de 30% a 50% dos pacientes é possível identificar fatores de risco como a exposição às anilinas e outras aminas aromáticas empregadas em indústrias de tintas, borracha, couro, têxteis e gráficas (naftalina , benzidina, xenilamina ). “O hábito de fumar aumenta o risco relativo de 2 a 10 vezes e a exposição à radiação ionizante (mulheres submetidas à irradiação pélvica tem risco 60 vezes maior de desenvolver câncer de bexiga). Adoçantes artificiais, como o ciclamato, o consumo de café e a ingestão abundante de analgésico (paracetamol) têm sido associados a esses tumores”, explicou Dr Péricles.

Os tumores de bexiga (os carcinomas de células transicionais) apresentam-se, inicialmente, como lesões localizadas e restritas a bexiga em 75 % dos casos. O tratamento mais eficiente para os tumores superficiais é a ressecção endoscópica transureteral. Nos pacientes com maior risco de recorrência do tumor se institui tratamento tópico intravesical com quimioterápicos citotóxicos ou com BCG. Tumores infiltrativos devem ser tratados com cirurgia aberta (cistectomia radical) ou radioterapia externa.

Dr Péricles alerta que nos casos diagnosticados precocemente, e em fase inicial, naqueles tumores superficiais em que o tratamento será a ressecção endoscópica transureteral não há sequelas pós cirúrgica nem risco de disfunção erétil. “Mas, nos casos dos tumores infiltrativos, essas complicações podem acontecer”, conclui.

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