Arrumações políticas sergipanas para 2022


Este tema já foi abordado neste mesmo espaço, contudo, depois de algumas conjecturas, cabe uma análise mais circunstanciada do panorama político para as eleições majoritárias de 2022, inclusive com aspectos ligados a cargos proporcionais, sejam de âmbito federal ou sejam de esfera estadual.

Por exemplo, pode-se pensar em uma chapa organizada pelo governo do Estado, composta por Fábio Mitidieri (PSD) ou Laércio Oliveira (Solidariedade) na cabeça, com Eliane Aquino (PT) de vice. Esse agrupamento ainda teria a oportunidade de somar com André Moura (PSC) para o senado.

Claro que se há de pensar no nome do prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), que pode ser o fiel da balança para qualquer agrupamento, não necessitando para isso ser candidato, mas apenas permanecendo na prefeitura de Aracaju até o final do mandato. Potencialmente, ele pode ser candidato ao senado ou ao governo. É um cara de muita sorte na política e na vida.

Levando-se em conta o comprovado jeito de acomodação que o governador Belivaldo Chagas (PSD) demonstrou nas últimas eleições para prefeitos e vereadores, entende-se que esse agrupamento sabe o que fazer com os potenciais candidatos proporcionais.

Por exemplo, Fábio Mitidieri sendo o candidato, teria que sacrificar sua irmã deputada estadual, para apoiar outros candidatos e não incorrer no mesmo erro dos Valadares nas últimas eleições para governador e senador.

Ao que transparece, o adversário a ser vencido seria Rogério Carvalho (PT), fortemente apoiado por Lula, que poderá ter como companheiro de chapa Valadares Filho (PSB). Com o agrupamento do governo lançando Eliane Aquino como vice, se ela aceitar, claro, seria um golpe nas pretensões de Rogério Carvalho, pois, teoricamente, dividiria o partido, ou, pelo menos, perderia um bom número de votos.

Correndo meio por fora, haveria ainda o grupo do campeão de votos, senador Alessandro Vieira, ao lado da delegada Danielle Garcia (Cidadania), que demonstraram uma certa dificuldade de composição e esconderam durante a campanha o candidato a vice, Valadares Filho, nas eleições para a prefeitura de Aracaju.

Entretanto, o desejo do eleitorado de rejeitar velhos políticos, muitos deles que carregam vícios insuperáveis, pode somar e até criar uma reação de rebanho em favor do delegado, exatamente como correu na sua eleição de 2018, sendo ele ou a delegada cabeça de chapa.

Sempre ocorre, também, o inesperado. Que tal Valdevan 90 (PP), que recebe uma análise circunstanciada na coluna Cinformando desta edição, com uma candidatura-solo ao senado, apoiando Rogério Carvalho para o governo?

Em resumo, o PT fecharia 100% com Rogério? Olhem que o partido tem outro nome de peso em Sergipe, na pessoa do calejado deputado federal João Daniel, que movimenta um eleitorado militante e fiel em todos os municípios.

Mais do que nunca, o grupo governista precisa de muita competência, precisa se organizar com os prefeitos aliados e fazer neste ano e meio ótimas realizações para permanecer no comando do Estado por outros quatro anos, até porque não estaria com Bolsonaro, já que é oposição, e nem com Lula, por ficar, obrigatoriamente, contra o PT aqui no Estado.

A composição que mais apontaria a vitória para o agrupamento do governo de Sergipe, sem sombra de dúvidas, seria uma reaproximação com o Partido dos Trabalhadores.

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