Cinform Online

Há mais de um ano sem faturamento, medidas contemplam setor de eventos

O Setor de eventos, sem sombra de dúvidas, foi o que mais sofreu com os efeitos da pandemia. Não bastasse ter sido o primeiro a parar, o segmento ainda será o último a retomar. Na manhã desta quarta-feira, 14, a diretoria da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – Seccional Sergipe – (Abrape/SE), juntamente com outras entidades do Trade Turístico e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), foram recebidos em uma audiência com o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, para tratar dos solicitações feitas pelas associações há cerca de 40 dias.

Entre as ações anunciadas pelo prefeito da capital sergipana estão um conjunto de medidas fazendárias emergenciais, como a suspensão ou ampliação do prazo para o pagamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, Imposto Sobre Serviço (ISS) e Taxa de Licença de Funcionamento (TLF), o cancelamento de débitos tributários, ajuizados ou não, decorrentes do IPTU, referente a 2021 ou anos anteriores, além da prorrogação da validade de certidões e alvarás. As iniciativas contemplam, além da população de baixa renda, os setores mais afetados pela pandemia, como bares, restaurantes, hotéis, pousadas, agências de viagens, serviços de turismo e o setor de eventos.

Para Gustavo Paixão, um dos diretores da Seccional Sergipe, esse momento pede ainda mais sensibilidade e atenção das autoridades.

“Nosso setor está em colapso, são 13 meses com faturamento zero, porém sabemos que com o agravamento da pandemia ainda não é hora da retomada dos eventos. A luta agora é pela sobrevivência dos que conseguiram chegar até aqui para no momento certo tratarmos do retorno às atividades. Precisamos debater a volta do segmento de forma segura, respeitando todos os protocolos exigidos e lembrando que existem eventos de diversas naturezas, não apenas shows e festivais, mas eventos corporativos, formaturas, eventos esportivos, feiras, congressos e similares”, pontuou o diretor.

Ainda de acordo com ele, um setor que gera mais de 6 milhões de empregos, paga mais de R$ 48 bilhões em impostos e representa 4,8% do PIB nacional, não pode ser esquecido neste momento.

“Não somos invisíveis. As medidas anunciadas hoje são muito bem vindas, reconhecemos a sensibilidade do prefeito Edvaldo Nogueira, ao entender que as medidas servem de paliativo e são de grande importância para o setor, mas no momento adequado, quando a situação da pandemia estiver mais controlada, voltaremos as tratativas sobre a retomada. Agora é hora de pensar na saúde e na vida das pessoas”, enfatizou.

Sair da versão mobile