Famílias das Mangabeiras se aproximam de fase final da realocação


“Hoje, esse choro é de alegria. Os momentos difíceis estão ficando para trás”. É assim que a diarista Maria Rodrigues define a saída da Ocupação das Mangabeiras, através da operação que a Prefeitura de Aracaju está realizando na comunidade desde a última segunda, dia 20. 

Depois de três dias, a operação se aproxima de sua fase final e conta com uma verdadeira força-tarefa para ajudar na mudança de endereço dos ocupantes da região. “Moro há quase sete anos aqui e foi muito gratificante quando recebi a notícia de que eu teria minha casa. Agradeço muito a Deus  e a prefeitura por nos tirar da lama, do sofrimento. Hoje, estamos recebendo todo o apoio necessário. O trabalho está sendo muito bem feito, organizado”, ressalta Maria.

Para que essa organização seja possível, a realocação conta com a integração de diversas equipes da Prefeitura e envolve cerca de 300 profissionais numa ação focada na celeridade e no acolhimento. Assim, atuam nessa operação equipes das secretarias municipais da Assistência Social, Defesa Social e da Cidadania, através da Guarda Municipal de Aracaju; e das empresas municipais de Obras e Urbanização (Emurb) e de Serviços Urbanos (Emsurb). 

Também estão envolvidos assistentes sociais, psicólogos, educadores sociais e apoio técnico, profissionais que fortalecem a ação humanitária de acolher, o que, segundo a secretária municipal da Assistência, Simone Passos, tem sido o principal objetivo da operação. “O foco maior é o cidadão, que está saindo de seu território, indo para um lugar diferente e melhor, e precisa que isso seja feito com segurança e dignidade”, afirma.
Segundo ela, a ideia é ofertar segurança e apoio para os moradores, a fim de que a mudança seja feita da melhor forma possível. “Colocamos três ambulâncias para prestar apoio à saúde de todos. A ação tem sido bem tranquila, respeitada pelos moradores, que estão tendo essa resposta da Prefeitura e tudo tem transcorrido sem problemas”, ressalta Simone.

Andreína Rodrigues Carvalho mora no local há quase sete anos e nunca teve uma moradia digna. Ela diz que, desde o dia em que recebeu a notícia até esta quarta, com a operação para a mudança, sua vida já mudou. “Eu achava que não seria tão organizado, mas está sendo ótimo, graças a Deus. Está sendo uma benção, porque foi muito sofrimento que a gente passou aqui. Já perdi tudo várias vezes por causa da chuva, mas estou muito feliz por ganhar minha casa, onde vou morar com meus filhos e recomeçar”, afirma.
Fernanda Crislaine é dona de casa e também mora na ocupação. Ela admite que, sem o projeto da Prefeitura, dificilmente estaria mudando de endereço e teria uma casa própria. Por isso, não esconde a emoção. “Está sendo uma benção muito grande. Sem a Prefeitura, não conseguiríamos ter uma casa. Sair de um barraco já é uma vitória, a família toda está ansiosa para a mudança de vida. Estamos realizando um sonho”, reforça.
Assim como ela, o morador Florismundo da Silva vê na ação a possibilidade de um novo recomeço. “A operação foi o que estava esperando, muito bem planejada, oraganizada. Passei muitas dificuldades, desde o início aqui. Esse sempre foi meu sonho e, graças a Deus, eu consegui. A partir de agora, é buscar conquistar o meu”, diz ele.

A operação segue nesta quinta-feira, 23,  e as famílias cadastradas ficarão em residências alugadas durante o período de dois anos, prazo para conclusão da obra que beneficiará 1.102 famílias (836 que eram residentes da área e outras 266 das famílias mais antigas beneficiárias do auxílio-moradia). A gestão municipal entrou no projeto com uma contrapartida para os aluguéis das moradias temporárias, no valor de R$ 7.934.00,00 milhões.

Foto: Secom PMA

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