Vacinas: cuidado com os filhos e a comunidade


As vacinas foram criadas em 1798 por Edward Jenner, hoje em dia a vacinação é o método mais eficaz de prevenção de doenças infecciosas. Porém recentemente um movimento anti-vacina surgiu na internet e junto alguns surtos de doenças como sarampo e poliomielite, que estavam erradicadas no Brasil.

Ana Patricia Fonseca é mãe de um menino de sete e uma jovem de 19 anos e sempre esteve atenta a vacinação dos seus filhos “Até vacinas que não estão disponíveis pelo SUS eu faço questão de pagar para eles tomarem as vacinas já para evitar futuras doenças. A cada três meses eu verifico a caderneta do meu filho e acompanho o site do ministério da saúde com as campanhas que são da faixa etária dele. Inclusive minha filha estava fora da faixa etária de cobertura da vacina hpv  e ela tomou particular”, conta.

Ana Patricia comenta que o movimento anti-vacina é voltar no tempo. “Eu acho que tem uma regressão em relação a isso, já que estamos tendo surto de sarampo e paralisia infantil. Estava conversando com minha mãe um dia desses que a ultima campanha de vacina que teve relacionada ao sarampo eu fiquei besta, porque o ministério foi prorrogando a campanha e as mães não compareciam com os filhos. Eu acho que as pessoas precisam ter inserido nelas que isso é um cuidado com seus filhos e a população em geral”, comenta.

A infectologista Josy Erreira destaca a importância da vacinação para população. “Tomar vacina é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações. Doenças, na sua maioria, transmitidas pelo contato com objetos contaminados ou quando o doente espirra, fala ou fala . Assim, se um indivíduo é infectado pode transmitir a doença para outros que também não foram imunizados.    Além da prevenção individual , as vacinas têm um papel de prevenção de doenças em toda a comunidade ; pois a medida que a população vai sendo vacinada vai se diminuindo a circulação viral e por esse motivo se erradicaram algumas doenças graves como poliomielite e  sarampo , que agora estão reaparecendo”, comenta.

A infectologista Josy Erreira destaca que não faz sentindo a idéia anti-vacina e que já foi comprovado fraude no estudo que ligava a doença autismo com a vacina tríplice viral, colocando a população em risco de doenças fatais já erradicadas. “ Há um movimento irresponsável contrário as vacinas que  vem crescendo no mundo inteiro, inclusive no Brasil . Idéias naturalistas, baseados  em Fake News das redes sociais e em um estudo que relacionava o autismo com as vacinas , estudo fraudulento já retirado dos registros médicos, após comprovação de fraude e de estudos posteriores confirmarem que não há relação entre autismo e a vacina tríplice viral.  Ainda assim , baseado nesse estudo fraudulento e com a ajuda das redes sociais, vem crescendo um movimento  anti-vacina perigosíssimo, sem precedentes na História. Como essas doenças graves como sarampo e poliomielite já estavam quase erradicadas, muitas pessoas não as viram e esqueceram delas é por isso não percebem o risco ao qual o filho está exposto sem vacina”, destaca.

A infectologista destaca a segurança das vacinas. “As vacinas são seguras e eficazes, são feitas com micro-organismos da própria doença que previne. No entanto, esses microrganismos estão enfraquecidos ou mortos , fazendo com que não se desenvolva a doença , mas se torne preparado para combatê-la. Algumas vacinas , em especial, são constituídas por vírus vivos atenuados; estas tem restrição para pessoas com imunodepressão bem estabelecidas.  Toda vacina licenciada para uso, passou antes por diversas fases de avaliação, garantindo sua segurança . Também passam pela avaliação de institutos regulatórios rígidos . No Brasil, essa regulação cabe a agência nacional de vigilância sanitária (ANVISA). Algumas pessoas podem apresentar efeitos adversos leves depois de tomarem uma vacina , como dor, vermelhidão no local da injeção e febre baixa. Algumas vacinas são preparadas com ovo e por isso, as pessoas com alergia a ovo têm contra-indicação a essas vacinas , mas sempre é perguntado e esclarecido”, destaca.

A infectologista ainda explica o porquê do perigo ao deixar de vacinar as crianças. “Quando uma parte da população deixa de ser vacinada, criam se grupos de pessoas suscetíveis, que possibilitam a circulação de agentes infecciosos. Quando eles circulam não afetam apenas os que escolheram não se vacinar, mas também os que não podem se imunizar ( pela idade ou imunodepressão) . Dificilmente a imunização atinge 100%  das pessoas, mas quanto maior o número de pessoas vacinadas, maior a proteção conferida inclusive aos não vacinados. Por tudo isso, vacinar seu filho, além de ser um ato de amor é um ato de cidadania .

Campanha contra o Sarampo

Segundo informações da Secretária de Saúde do Estado de Sergipe o estado chegou a 100% de cobertura vacinal contra sarampo e poliomelite em agosto de 2018. Ao total 133.400 crianças na faixa etária de um a menos de cinco anos foram imunizadas.

Para a secretária o número foi além do esperado, na avaliação da gerente do Programa de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Sândala Teles, o resultado foi excelente e correspondeu ao esforço empreendido pelas equipes das secretarias municipais de saúde para garantir o alcance da meta.

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