População reclama da falta de atendimento nas UBS de Aracaju


Posto do Jardim Centenário também sofre com falta de médicos (Foto: Google)

Médicos do município estão em greve há quase 60 dias

Com quase 60 dias, a greve dos médicos do município de Aracaju já causa transtornos para quem depende de atendimento nas unidades básicas de saúde (UBS). Isso porque, apesar do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed/SE) garantir que o efetivo está mantido entre 30 e 50% nessas unidades, alguns leitores entraram em contato com o CINFORM para denunciar a falta de atendimento nos postos.

“Levei o meu neto a um dos postos de saúde do Bugio e quando cheguei lá me falaram que não tinha médico. Eu sei que eles estão em greve, mas deveriam garantir o mínimo de médicos para atender aqui. O Bugio é muito populoso. Não podemos ficar sem atendimento”, comenta a leitora que preferiu não se identificar.

Questionado sobre a falta de médicos nas UBS do município, a assessoria de comunicação do sindicato afirmou que “por orientação do Sindimed o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Zona Norte e Zona Sul estão 100% em funcionamento, enquanto que nos postos de Saúde os atendimentos estão sendo realizados por 50% dos médicos, conforme consta na informação enviada à Justiça”.

Para a Secretaria Municipal de Saúde, o não atendimento da usuária pode ter acontecido porque ou o médico entrou em greve ou porque “em alguns dias acontecem marcações de consultas e procedimentos e a depender da escala, pode ser que essa pessoa não tenha encontrado um médico em um momento específico. O que não significa a falta deste profissional na unidade”.

Greve
Em greve desde o dia 20 de julho, os médicos da rede municipal de Aracaju reclamam da contratação dos profissionais por pessoa jurídica para a prestação de serviços e da falta de negociação por parte da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) para que seja dado um reajuste salarial de 2,94% à categoria.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) considera esta “uma greve tranquila, apesar da longa duração. Isto porque há uma baixa adesão dos profissionais. Dos 429 médicos da rede municipal de saúde, apenas 35% aderiram à greve”, informa.

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