Maitê Proença comemora 40 anos de carreira em Sergipe


Atriz apresenta ‘Mulher de Bath’ em Itabaiana e Aracaju

A atriz Maitê Proença vai apresentar seu novo espetáculo ‘Mulher de Bath’ nesta sexta-feira (21), a partir das 20h no Auditório da UFS, em Itabaiana e a partir das 21h do sábado (22) no Teatro Atheneu em Aracaju. A apresentação comemora os 40 anos de carreira da artista. A montagem tem a direção de ‘Amir Haddad’ e participação especial de Alessandro Persan.

Em entrevista ao CINFORM, Maitê adiantou detalhes da apresentação e convidou os fãs para prestigiarem o espetáculo. “Queridos sergipanos, a peça dura 60 minutos, não mais que isso. É leve, surpreendente, e muito divertida. E não é bobinha, não é um caça níquel qualquer. Trata-se de um texto magnífico! Saibam que não estou sozinha no palco, e que vai ser uma alegria nos apresentarmos pra vocês. Depois do espetáculo a gente conversa no saguão do teatro. Venham”, convida.

A peça, que já passou pelo país inteiro, é inspirada no texto de Chaucer, dirigida por Amir Haddad e interpretada também pelo ator Alessandro Persan. “Estamos em cartaz desde o novembro do ano passado mas estreamos pra valer no Sesc de São Paulo. Depois, por conta do sucesso, estendemos a temporada de São Paulo em outro teatro. Em seguida fizemos Rio de Janeiro, e há 3 meses em turnê pelo Brasil. Muito ansiosa por me exibir para os sergipanos”, diverte-se.

Espetáculo
O texto do espetáculo foi escrito com base em uma obra da Idade Média. A personagem interpretada por Maitê, conta histórias sobre suas aventuras e desventuras amorosas como ter enterrado seus cinco maridos e estar a procura de um sexto, revelando detalhes de sua vida sexual, rancores e planos de vingança.

“Essa mulher foi escrita por Chaucer, que é o pai da língua inglesa. Ele colocou na boca de uma mulher todas as coisas que precisavam ser ditas em uma sociedade em que precisava-se driblar toda a repressão feminina”, explica a atriz.

Maitê Proença disse que ‘A Mulher de Bath’ fala o que pensa de forma muito irreverente e divertida. “Ela é inteligente e usa do humor pra dobrar quem não concorda com ela. É muito sedutora. É sagrada e profana ao mesmo tempo e não vê qualquer conflito nisso. Eu adoro estar na pele dela porque não tem papas na língua, e ao olhar pra plateia ali do palco, vejo o público se encantando com ela a cada minuto. Acontece muita troca, as pessoas reagem, as vezes eu saio do personagem e converso com o público, e a interação acontece do começo ao fim. A mulher de Bath é popular e a peça foi concebida pra se comunicar com as pessoas”, garante.

No espetáculo, à beira de uma estrada, em plena Inglaterra medieval, uma mulher de vasta experiência e de ardorosa oratória conta a história de sua vida. Sua odisseia pessoal é entremeada com o relato fantástico de uma época imaginária: o mundo das lendas do ‘Rei Artur’, quando seres feéricos andavam pela Terra disfarçados em forma humana.

“A mulher de Bath, personagem dos ‘Contos da Cantuária’ de Geoffrey Chaucer, é uma das figuras basilares da literatura ocidental, precursora de Shakespeare e do indivíduo moderno. É a primeira vez que está sendo encenada nos palcos do Brasil, em uma tradução que resgata a eloquência popular de sua fala: a alma pulsante da Idade Média volta à vida em versos inspirados no cancioneiro popular e na poesia oral do interior do Brasil”, orgulha-se.

40 anos de carreira
Com esta turnê, a atriz está comemorando seus 40 anos de carreira. “Estou livre de amarras e imposições. A liberdade é boa mas pode ser caótica e perigosa. Resolvi abraçar o sonho de sair por aí com este texto e mais as três peças que escrevi e encenei – e que foram muito bem de público e crítica, coisa rara. Quero formar plateias. Pretendo levar meu repertório por esse Brasil a fora, pra cantos onde o teatro não chega, e mostrar essas maravilhas pra quem nunca teve contato com isso”, planeja.

“Após as apresentações, vamos sentar e conversar sobre tudo, abrir para perguntas e comentários. Não seria possível se fossem textos herméticos. Mas não são. Eles contêm o meu pensamento, que foi todo costurado por dentro das histórias. As peças foram montadas pra encantar, fazer rir, e emocionar. Então essa ideia de me apresentar onde o teatro não chega, bem agora que eu domino melhor o meu ofício, está me deixando muito animada. Pode não dar dinheiro mas acho que eu e minha trupe seremos muito felizes fazendo algo tão útil e necessário. Levaremos o que temos de melhor para os lugares mais remotos. E conheceremos tanta gente interessante”, vibra.

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