Clarkson Messias defende chapa puro sangue do PSTU


“Única aliança é com os operários”, garante pré-candidato ao Senado

O petroleiro Clarkson Messias é um dos fundadores do PSTU e neste ano aceitou o desafio do partido e lançou a sua pré-candidatura ao Senado. Ele entrou na política como filiado ao PT mas foi expulso com outros militantes que defenderam o impeachment do presidente Fernando Collor de Melo. O pré-candidato disse que em todas as entidades e organizações que participou da direção política, sempre foi eleito pelos trabalhadores em seus fóruns democráticos, como assembleias, congressos e eleições, e agora está pronto para vencer a disputa e conquistar uma cadeira do Senado.

Clarkson é petroleiro concursado da Petrobras desde 1978 e começou a construir uma oposição sindical em 1980. Em 1987 assumiu a direção do Sindipetro AL/SE, onde teve a sua primeira experiência com dirigente sindical. Ele também passou pela direção da CUT.

“Em 1992, eu e vários militantes do PT fomos expulsos porque defendíamos o Fora Collor. A maioria da direção do PT era contra essa política. Nós, que fazíamos parte do PT pela Base, nos unimos a Convergência Socialista e outras correntes e formamos uma Frente Revolucionária, com o objetivo de fundar um novo partido, que se mantivesse firme em defesa dos interesses da classe trabalhadora e dos princípios de uma organização socialista e revolucionária. Assim, em 1994 fundamos o PSTU. Uma década depois rompemos com a CUT, porque essa central sindical traiu a classe trabalhadora ao defender a Reforma da Previdência e a Reforma Sindical de Lula”, recorda.

Carreira política
O pré-candidato ao Senado disse que seu interesse pela política começou por ser de uma família pobre. “Desde cedo percebi que vivemos em uma sociedade com bastante desigualdade e injustiça, onde poucos ganham muito e a maioria vive na miséria. Eu tive que trabalhar desde criança pra ajudar no sustento da família. Com muito esforço consegui estudar, passei no concurso da Petrobras e a partir daí comecei um curso de ciências contábeis na UFS. Foi aí que eu iniciei minha vida política. Como aluno na disciplina de introdução a sociologia fui convidado por um casal de professores para construir o PT”, explica.

A partir daí começou a se engajar politicamente e a organizar uma oposição contra a direção do sindicato da sua categoria. “Comecei a compreender que a realidade que vivemos é resultado do sistema capitalista e assim iniciei minhas atividades políticas, buscando construir outra sociedade, sem exploração e opressão”, explica.

O petroleiro defende que a prioridade do PSTU é apresentar candidaturas de trabalhadoras e trabalhadores experimentados nas lutas e na vida, que nunca se venderam para empresários, nem para políticos corruptos. “O PSTU me delegou essa tarefa de apresentar nosso programa socialista e revolucionário nessas eleições. Essa democracia não é nossa. Ela está a serviço dos ricos. Por isso eleições não resolvem nossos problemas. A gente só decide a cara de quem governa e mais nada. Por isso nós fazemos um chamado a rebelião. Por isso ocupamos o pouco espaço que nos é cedido nas eleições para falar dessa necessidade. Queremos mais que o voto dos trabalhadores e do povo pobre, queremos que a nossa classe se organize em seus bairros e locais de trabalho, para combater o caos que estamos vivendo e derrubar os ricos que estão no poder”, alerta.

Chapa puro sangue
Além de Clarkson Messias para Senado, o PSTU lançou a sua chapa majoritária ‘puro sangue’ apresentando os nomes de Gilvani Santos e Djenal Prado como candidatos a governadora de Sergipe e vice. “São companheiros que muito me orgulham, porque são lutadores aguerridos, que dedicam suas vidas na construção de outra sociedade, contra todo tipo de opressão e exploração. São candidaturas operárias e negras. Diante de nove candidaturas ao governo de Sergipe, Gilvani é a única mulher. Também é a única de fato socialista e revolucionária, que vai bater de frente com os interesses dos bancos, grandes empresas e políticos corruptos”.

“Nossa única aliança é com a classe operária e o conjunto do povo pobre e trabalhador. Não iremos compor aliança com outros partidos. Mesmo com tantas candidaturas, apenas dois projetos estão em disputa. Um é o projeto dos ricos, com apoio da mídia e dos partidos traidores dos trabalhadores. Este projeto representa a manutenção do capitalismo e de tudo que está aí, com desemprego, miséria, opressão, falta de saúde, educação e moradia. A crise econômica, politica e social que vive o país mostrou que nenhuma melhoria ou conquista da classe trabalhadora se sustenta enquanto o capitalismo existir e a burguesia estiver no poder. O máximo que se consegue são migalhas, enquanto a maioria da nossa classe continua pobre, sem ter direito a vida”, finaliza.

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