Itabi: uma ilha de calmaria e tranquilidade


Segundo a SSP, o último homicídio registrado na
cidade aconteceu há mais de um ano

Distante 138 quilômetros da capital e com uma população estimada em quase cinco mil habitantes, a cidade de Itabi parece uma ilha de tranquilidade em meio a onda de violência vista em várias cidades sergipanas nos últimos anos.

Em meio a Copa do Mundo, a tranquilidade interiorana só é quebrada pelos gritos em frente a televisão do Quiosque do Valbério. Onde muita gente se reúne para assistir os jogos, mesmo que não sejam da seleção brasileira.

Conhecida nacionalmente graças ao Festival do Jegue, que já está em sua 37ª edição, a pequena cidade do sertão sergipano preserva velhos costumes e o tempo parece ter o seu próprio ritmo. O hábito de conversar nas calçadas persiste, até mesmo em meio ao friozinho que faz a noite. Algo impensável de se fazer em Aracaju, por exemplo.

SENSAÇÃO DE SEGURANÇA

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o último homicídio registrado na cidade aconteceu no primeiro semestre de 2017 e o números de roubos e furtos são baixos. No primeiro semestre de 2018, foram registrados apenas três roubos. No mesmo período de 2017, foram registrados dois roubos e sete furtos.

Mesmo sem a ampla divulgação desses número, a população sente uma sensação de segurança. “Por ser uma cidade pequena, quase todo mundo se conhece e, por isso, nos sentimos seguros ao andar pela cidade até certas horas da noite. Mas sabemos que nenhuma cidade está a salvo da violência. Temos medo que a violência das cidades vizinhas migre para cá”, comenta a estudante universitária Mariana Ferreira.

Em 2017 o Governo municipal sentou-se com o secretário de Segurança Pública do Estado, João Eloy, e com o delegado distrital para encontrar uma melhor forma de dar segurança a população do município. “O resultado dessas lutas é que mesmo com as dificuldades financeiras, em 2018 firmamos um convênio com a Secretaria de Segurança Pública com o objetivo de contribuirmos com a manutenção do desenvolvimento da segurança municipal”, comenta o prefeito Mané do Povo (PSD).

Tranquilidade nas ruas da cidade do sertão sergipano (Foto: Julia Freitas)

EDUCAÇÃO

Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 96,2% dos jovens entre 6 e 14 anos da cidade frequentavam a escola. O número ainda não é o ideal, mas o governo local vem trabalhando não só para manter esses alunos na escola mas também para garantir o pagamento em dia dos professores.

“Itabi, assim como muitas cidades que dependem apenas do Fundo de Participação dos Municípios, tem dificuldades no equilíbrio da manutenção dos serviços, mas buscamos atender da melhor forma possível a população. Fizemos reformas e pinturas nas escolas municipais, mantemos o piso salarial dos professores atualizado e em dia. Cuidamos também da merenda escolar, fazendo com que ela não falte. E estamos sempre atentos aos menores detalhes junto a classe docente para que busquemos atrativos que possam contribuir na permanência desses jovens e crianças nas salas de aula”, explica o prefeito.

Com todo o esforço, o índice de aprendizagem dos jovens itabienses começa a melhorar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Criado em 2007, o Ideb, que vai de zero a dez, é calculado a partir de dados sobre a aprovação escolar e das médias de desempenho nas avaliações do Inep, como a Prova Brasil.

Em 2015, ano da última avaliação, os alunos do ensino fundamental menor conseguiram uma nota maior que a meta estipulada, 4,4, já os alunos dos últimos anos do ensino fundamental atingiram a nota 4. A atual gestão da Prefeitura espera que já nas próximas avaliações o resultado seja mais positivo, sobretudo, após a adesão do Programa Mais Educação.

“Em 2017, aderimos ao Programa Mais Educação, que visa conceder reforço escolar às disciplinas de português e matemática, fazendo com que os alunos do 5º ao 9º ano obtenha um melhor desempenho. Com isso, esperamos melhores índices já no Ideb 2017, que será divulgado pelo MEC entre os meses de agosto e setembro deste ano”, acrescenta.

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