Copa do Mundo afeta comércio sergipano


Seleção Brasileira foi derrotada pela Bélgica e está fora da competição

A Seleção do Brasil perdeu para a Bélgica por 2×1 nas quartas de final da Copa do Mundo e está fora da competição para a tristeza da nação. A Seleção participou de cinco jogos, quatro deles ocorreram em dias úteis e o comércio foi prejudicado. Nos dias dos jogos as vendas despencaram e o prejuízo foi de até 70%, segundo os comerciantes.

“Nos dias que a seleção do Brasil jogou foi praticamente feriado e o comércio fechou. Amamos o nosso país e temos que torcer mesmo e vestir a camisa mas acabamos sendo afetados. As lojas foram fechadas durante os jogos e os clientes desapareceram. Foram quatro dias perdidos”, lamenta o empresário Marcelo Rodrigues.

A lojista Mércia Aparecida dos Santos preferiu não fechar o seu estabelecimento nos primeiros jogos do Brasil e se arrependeu. “Não tinha como lutar contra a maré. Os funcionários ficaram dispersos e os clientes não apareceram. Depois do segundo jogo decidi fechar a loja para evitar mais despesas com energia e água”, explica.

Movimento fraco
O movimento nas ruas nos dias que a Seleção Brasileira jogou diminuiu consideravelmente. A empresária Maria do Carmo Lisboa que tem uma floricultura liberou todos os funcionários para torcer pelo Brasil nos dias dos jogos da seleção.

“Aproveitamos para ficar em casa com a família e amigos. É impossível sair da frente da televisão para fazer outra atividade. Tinha algumas pendências para resolver no Centro mas não tinha condições de ir nesses dias. O Brasil parava para torcer e foi um momento muito bacana de confraternização e patriotismo. Pena que nossa seleção perdeu mas o sonho pelo hexa segue em 2022, não podemos desanimar. Nossos jogadores mandaram bem mas não deu, estão de parabéns e merecem os nossos aplausos”.

As ruas da capital também ficaram vazias. “O trânsito ficou parado e ninguém veio abastecer os carros durante os jogos mas não fechamos o posto de combustíveis durante o período”, explica Fábio Amorim, gerente de um posto.

Indústria e o comércio
Embora a produção industrial em junho tenha acusado, segundo dados dessazonalizados, um recuo de 1%, a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes) registrou aumento de 0,5% do pessoal ocupado, de 0,3% do número de horas pagas e de 3,3% da folha de pagamentos real.

Não é um quadro de crise, embora analistas destaquem o fato de que é a terceira vez consecutiva que cai a produção física da indústria. A discrepância poderia ter origem nos setores que empregam muita mão de obra, como o de calçados e vestuário, mas estes não acusam queda na produção física.

O fundamental é que, nos 14 setores analisados, houve aumento da folha de pagamentos real, que pode ter decorrido de uma elevação quase generalizada dos salários – em razão do salário mínimo – que, acompanhada de alta no emprego e nas horas trabalhadas, parece descartar uma recessão. A explicação mais plausível é que a produção caiu em consequência das horas perdidas (mas pagas) durante a Copa do Mundo para permitir aos empregados acompanharem os três jogos do Brasil.

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