São João do Gacc anima crianças


As crianças e mães acolhidas pelo Grupo de Apoio a Criança com Câncer
comemoram nesta terça feira os festejos juninos. O evento aconteceu no Espaço
Salão de Festas com direito a comidas típicas, quadrilha de idosos do Sesc, o forró pé
de serra Febre do Rato, Tia Ka animações e a Dj Lôra Pauferro.
O supervisor de comunicação, Fred Gomes explica que a idéia do projeto é cada vez
mais o tratamento dos acolhidos que tanto sofrem nos hospitais. “tentamos ao
transmitir alegria esperança na vida dessas crianças e das mães que acompanham
seus filhos”, destaca.
Para alegrar as crianças foi preparada uma típica festa junina como explica Fred.
“Hoje as crianças estão liberadas, podem comer de tudo, sempre com orientação dos
médicos. Então hoje tem beiju, pé de moleque, munguzá, arroz doce, quadrilha, forró
pé de serra, tudo que eles têm direito. É um dia pra esquecer um pouco o lado do
sofrimento do tratamento e se divertir”.
Alda Santiago acolhida do Gacc a cerca de dois anos e explica que para ela as festas
ajudam a enfrentar a doença. “Desde o principio os eventos são uma fuga da
realidade, porque muitas crianças que estão aqui fazem tratamento, e isso é uma
forma de trazer um mundo novo, mais lúdico, onde as coisas são mais fáceis, que eles
não precisem se submeter aos tratamentos que estão diariamente ou semanalmente
como eu passava”, cita.
Mães
Enquanto a Rainha da Laranja, Gabriela Lima brincava junto com as outras crianças,
sua mãe Roberta Lima conta que as festas realizadas pelo Gacc são um escape feliz
para o dia a dia da menina.
“É uma distração pra mim e para as crianças mais ainda. Eles já tem aquele dia
sofrido do dia a dia quando está no hospital e quando tem algum evento é muito
gratificante para a gente, principalmente para ela”, comenta.
Para Henrique Souza de cinco anos a festa é motivo de brincar, com uma caixinha de
traques a sua alegria é estampada. “Eu fico alegre e me divirto”, conta. Rosirene
Souza, mãe de Henrique conta que as festas proporcionam uma alegria para as
crianças e uma confraternização para as mães que junto aos filhos enfrentam as
jornadas de hospitais.
“É uma forma das crianças se distraírem e quando as mães vêem que seus filhos
estão alegres a felicidade vem. É um exemplo que eles dão para as mães se unirem.
O problema de uma criança é diferente da outra é, mas nesse momento precisamos
estar unidas, ajudando e dando força uma para outra”, esclama.
Voluntários
A Dj Lora Pauferro participa todos os meses da festa das crianças e agradece ao Gacc
a oportunidade de ajudar as crianças. “Eu digo para todas as pessoas que eu precisei
ficar doente, porque eu tive câncer também, para poder acordar, porque eu já trabalho

há tanto tempo e eu já poderia ter começado a fazer isso a muito tempo. Eu sempre
falo que as pessoas não precisem passar pela doença ou algum parente para começar
a ajudar o Gacc, o retorno pra a gente é muito maior”, destaca.
A decoradora Cândida de Góes conta que percebe que muitos têm vontade de doar e
ajudar o gacc e não sabem como, e sua colaboração a surpreendeu de forma positiva.
Eu fiquei até impressionada porque eles ficam admirados com a mesa, que é algo
normal para as outras crianças que eu faço festa, o que torna muito mais especial e
isso me deixam muito mais feliz do que fazer para uma pessoa que está me
contratando.
Para registrar os momentos felizes Martha Oliveira conta que depois que começou a
participar dos eventos a sua visão de mundo mudou. “O mais importante é aprender a
olhar para os outros e valorizar a vida, porque a gente acha que tem muito, mas na
verdade a gente não tem nada. Quando a gente vê as crianças, vê a realidade que
eles tem e como eles convivem com a doença, a gente rever muita coisa na vida,
passa a valorizar a nossa vida e o momento com nossos filhos de uma maneira maior
do que somos acostumados”, destaca.

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