Epíteto quebra fórmulas já consolidadas e renova jeito de fazer metal


A nova formação da banda foi anunciada em março (Foto: Julia Freitas)

Banda sergipana já dividiu o palco com grandes nomes do metal nacional

 

Misturar sons regionais e de outros estilos musicais ao metal não é uma tarefa comum ou fácil. No entanto, a banda sergipana Epíteto, que tem apenas três anos de estrada, mostra que é possível fazer a incorporação desses elementos e experimentar novos jeitos de se fazer metal.

Como cada um dos integrantes tem influências musicais diferentes e a liberdade na hora de compor é uma regra, a banda não se prende a riffs e texturas musicais de um determinado gênero. O guitarrista André Luiz explica que a vantagem de fazer um som experimental é que os elementos musicais distintos são sempre bem-vindos, mesmo que não sejam utilizados sempre.

A banda utiliza um instrumento chamado “cow bell” (Foto: Cabeleira)

“As ideias vão surgindo na fase de composição de cada música e vão sendo ajustadas para que a harmonia não gere inconsistências sonoras. Em algum momento no passado, alguém criou algum trecho ou ideia que levaria a uma melodia com traços de música regional, foi discutido, adaptado e então posto em prática. Ideias e conceitos novos são sempre bem-vindos, claro que nem sempre será possível se aproveitar tudo, mas se não serve para a atual composição, poderá ser útil em uma próxima”, explica.

As experimentações musicais criadas pela Epíteto chamam a atenção e rendem elogios de outros músicos, mas também já fez com que a banda sergipana dividisse o palco com grandes bandas do cenário musical nacional, como Nervo Chaos, Coldblood e Matakabra.

“É sempre uma honra participar destes eventos. Temos muito orgulho por termos dividido o palco com bandas importantes como essas. Tentamos aproveitar e absorver ao máximo essas experiências, curtindo os shows, trocando ideias com eles sobre os cenários do metal nacional e internacional, ouvindo seus pontos de vista sobre o cenário da música e fazendo novas amizades”, comenta o guitarrista Kellisson Felipe.

“INTO THE WORLD’S DESOLATION”

O álbum está disponível em mídia física e em plataformas de streaming

Em novembro de 2017, a Epíteto lançou, de forma independente, o seu primeiro EP. Depois de mais de um ano de composição e ajustes, a banda registrou suas primeiras músicas. Processo que segundo os integrantes da banda trouxe muito aprendizado e experiência.

“Depois de um ano compondo e refinando nosso material, sentimos que já era o momento de gravarmos o que se tornou o ‘Into the World’s Desolation’. Foram alguns meses de produção que compreendeu a gravação de todos os instrumentos, vozes e mixagem. Foi um grande desafio fazer este projeto ao mesmo tempo que foi bastante recompensador, dado o resultado obtido com uma produção totalmente independente, sem o uso de softwares de simulação ou truques de estúdio”, comenta Kellisson.

NOVA FORMAÇÃO

(Foto: Márcia Viana)

Por motivos pessoais, o baixista e um dos fundadores da banda, Rafael Carvalho, precisou deixar a banda em março deste ano, sendo substituído por Lázaro Cruz.

“Lázaro já era um amigo de longa data, sempre nos encontrávamos nos eventos da cena e já sabíamos que ele era um excelente músico. A saída de um membro é sempre algo difícil, mas ficamos muito felizes por ele ter aceitado nosso convite pois sabíamos que ele se encaixava na proposta da banda”, comenta Kellisson.

Lázaro conta que foi surpreendido pelo convite para entrar na banda, mas que nem precisou pensar muito para aceitar o convite porque já acompanhava a banda e tem muito interesse em música experimental.

“Eu já havia acompanhado os shows da Epíteto e tinha gostado bastante. Era um som que me chamava a atenção. Tempos depois, fui surpreendido pelo convite do Alan para participar da banda. Aceitei na mesma hora! Sempre quis me lançar na música experimental e esta foi uma ótima oportunidade”, lembra Lázaro.

Agora, a banda pensa compor novas músicas para um trabalho que deve ser lançado já no próximo ano, além de divulgar aquilo que tem feito.

“Hoje, temos a ideia de adquirirmos alguns equipamentos e criar um home studio, onde novos trabalhos possam ser desenvolvidos com excelência e de maneira autossuficiente. Nesse segundo semestre de 2018 estamos trabalhando em projetos para shows fora de Sergipe e em alguns festivais no Nordeste. Para 2019, já possuímos planos para um novo trabalho e uma turnê de lançamento e divulgação desse novo álbum”, comenta André.

Previous Emissão de carteiras de identidades será feita por agendamento a partir de segunda
Next Projeto Cronovisor com Roberta Campos faz homenagem a Renato Russo