Servidores da Fundação Hospitalar pedem estabilidade em seus empregos


(Foto: Vieira Neto)

Servidores atuam em maternidades, hospitais e no SAMU do Estado

 

Os quase sete mil servidores da Fundação Hospitalar de Saúde de Sergipe (FHS) se veem aflitos com a falta de estabilidade de seus empregos após o fim do contrato entre a Fundação e a Secretaria de Estado da Saúde (SES). O Ministério Público Federal (MPF/SE) determinou a não renovação do contrato, que se encerra em março de 2019, devido às irregularidades na FHS.

Com o fim do contrato entre a FHS e a SES, a Fundação ficará sem recursos e deve ser extinta. Com medo de perderem os seus empregos, os servidores da Fundação pedem uma solução e garantias de que, com o fim do contrato, eles não perderão os seus empregos. “A nossa reivindicação principal é que o Governo do Estado crie uma lei nos dando estabilidade no Estado”, comenta um dos representantes dos servidores, Charliton Rebert.

ALESE

Desde a audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado (Alese), alguns deputados estaduais manifestaram o seu apoio aos servidores da Fundação Hospitalar de Sergipe. Na sessão desta quarta-feira (11), o deputado Antônio dos Santos (PSC), fez um pronunciamento sobre o assunto: “Foi o Estado que fez concurso, que convocou e não pode dar às costas a esses servidores e deixá-los aí na expectativa de no próximo ano estarem desempregados. A situação é extremamente preocupante e espero que o Governo tome as providências”, comenta.

O deputado Georgeo Passos (REDE) afirmou a reportagem do CINFORM que a solução para a situação dos servidores não é tão simples, uma vez que eles não são estatutários, mas sim celetistas. “A situação dos servidores da Fundação é grave. Em várias oportunidades nós já manifestamos essa preocupação aqui na Alese. Na última vez que o secretário esteve aqui, ele garantiu que aqueles que fizeram concurso para a FHS não teriam nenhum problema. No entanto, ele nunca encaminhou nenhum projeto para regularizar ou pelo menos dar segurança jurídica a esses trabalhadores”, comenta.

A reportagem do CINFORM entrou em contato com a assessoria de comunicação da SES para saber o que aconteceria com os servidores após o fim do contrato, mas até o fechamento desta matéria não tivemos nenhuma resposta.

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