Protesto de estudantes é coagido em Carira


Na noite da última terça-feira, 5, um grupo de estudantes protestava pacificamente no pátio do Colégio Estadual Professor Artur Fortes, no município de Carira, quando foi surpreendido pela presença da Polícia Militar. Munidos de faixas e cartazes, os estudantes protestavam contra a mudança de horário de ensino turno da noite, medida que vem prejudicando o retorno dos estudantes aos povoados e localidades mais distantes.

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com os manifestantes, a Polícia Militar compareceu ao local a pedido da coordenadora da unidade, Paula Fernanda Carvalho. “Os policiais vieram, foram muito educados, só pediram pra gente não fazer muito barulho, mas achamos um absurdo esta tentativa de intimidação”, afirma Lauana Fraga, estudante e membro do Conselho Escolar da unidade de ensino.

Lauana explica que mudança no horário vem prejudicando a vida de centenas de alunos na única unidade de ensino estadual da cidade. “Com a mudança de horário, os estudantes são liberados depois das 22h40, o que prejudica e muito a volta. Tem gente que só consegue chegar lá pelas duas da madrugada. Nós conversamos com a diretora e com a DRE, que nos disseram que não podiam fazer nada. Daí a gente decidiu protestar”, ressaltou.

De acordo com a coordenadora da escola, Paula Fernanda Dantas Carvalho, a polícia foi chamada apenas para dar suporte e garantir a segurança aos membros da comunidade escolar, não havendo qualquer ação ou intenção de reprimir os manifestantes. “A Polícia Militar foi chamada sim, assim como seria chamada em qualquer ocasião que julgássemos necessário. Não estava presente no momento do protesto, mas a representação da escola estava ciente e acompanhou todo o movimento”.

Paula alega que a demanda está sendo encaminhada pelos órgãos responsáveis, como a Diretoria Regional de Educação – DRE 3, e o Ministério Público Estadual. “Precisamos nos adequar à exigência das 1800 horas. Caso a escola libere mais cedo será necessário aumentar a quantidade de dias letivos, passaríamos de 40 para 43 semanas de aula, o que acarreta em mudanças de planejamento de toda a escola”, retruca a coordenadora.

De acordo com os manifestantes, uma reunião junto à Secretaria de Estado da Educação –Seed – ocorrerá ainda esta semana.

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