Políticos trocam de partido de olho nas eleições


Prazo para a janela de troca partidária terminou no fim de semana

Terminou neste fim de semana o prazo para políticos que querem trocar de partido e disputar o pleito deste ano sem risco de perder o mandato. O período, conhecido como “janela partidária”, movimentou o cenário político de Sergipe. De olho nas eleições dezenas de políticos trocaram de partido observando as alianças e possibilidades de eleição. Além da desfiliação ao antigo partido, foi necessária a filiação partidária aprovada pelo partido para estar apto a se candidatar.

De acordo com a lei de fidelidade partidária, parlamentares só podem mudar de legenda nas seguintes situações: incorporação ou fusão do partido, criação de novo partido, o desvio no programa partidário ou grave discriminação pessoal. As mudanças de legenda sem essas justificativas podem gerar a perda do mandato. Entretanto, a janela deste ano não beneficia vereadores, porque não haverá eleições na esfera municipal neste ano.

A troca de partido injustificada, com a garantia do cargo eletivo, foi incorporada à legislação com a reforma eleitoral de 2015. “Com isso, os detentores de mandato em cargos proporcionais podem trocar de legenda nos 30 dias anteriores ao último dia do prazo para a filiação partidária, que ocorre seis meses antes do pleito”, informou o Tribunal Superior Eleitoral em nota.
PSD
O pré-candidato ao Governo Belivaldo Chagas, deixou o MDB e se filiou ao PSD para concorrer às eleições. “Minha história na política sempre foi voltada para o pensamento e trabalho em grupo. Minha decisão foi estudada, discutida entre os amigos, os aliados políticos e tenho certeza que foi a melhor para todos. Esse projeto não é meu, é de todo um grupo e vai ser vitorioso porque todo esse grupo vai trabalhar no mesmo sentido: fazer Sergipe avançar”.

“Chego ao PSD com muito entusiasmo de que nossa caminhada será vitoriosa. Fico feliz pela recepção e deixo aqui o meu sentimento de gratidão. Agradeço ao MDB e a todos os filiados pela acolhida. Deixo a sigla de cabeça erguida porque sei que fiz amigos e construí um ciclo de confiança. Vamos à luta”, disse Belivaldo durante a convenção do novo partido.

Seguindo Belivaldo, a deputada estadual Goretti Reis também trocou o MDB pelo PSD. A parlamentar informou que não estava se sentindo confortável com a forma que o MDB vem sendo conduzido no cenário nacional. “Optei pelo PSD que já havia me convidado antes mesmo da filiação ao MDB, em 2016. Achei prudente permanecer no grupo político que minha família integra. Além disso, o fato de Belivaldo Chagas também ter deixado o MDB e optado pelo PSD foi decisivo para minha escolha.”

PSC
O PSC, comandado em Sergipe pelo deputado federal André Moura, líder do Governo Temer no Congresso Nacional, foi o partido que mais ganhou e passou a ser maioria na Assembleia Legislativa de Sergipe com o maior número de deputados. O partido já contava com o deputado Pastor Antônio e passou a contar com Gilmar Carvalho (que estava sem partido), Vanderbal Marinho (ex-PTC), Paulinho Filho (ex-PT do B), Capitão Samuel (ex-PSL) e Venâncio Fonseca (ex-PP).

“O PSC sai mais forte após essas novas filiações. Agora o partido passa a ser o maior partido político de Sergipe com a maior bancada no parlamento estadual. Continuamos fazendo o nosso trabalho de oposição com o compromisso com a população, fazendo uma política coerente e com responsabilidade, mostrando que é possível reverter a situação atual onde a crise afeta todos os setores”, disse André Moura, que deve oficializar a sua pré-candidatura ao Senado nos próximos dias.

Além dos deputados, o PSC ganhou novas e importantes filiações de políticos e lideranças. Entre eles o vereador de Lagarto, Ibrain Monteiro, que deixou o PTC. “Escolhi o PSC porque sempre admirei o partido que meu pai abraçou. Quero ser candidato a deputado estadual com o mesmo número que ele usava”, adianta o filho do prefeito de Lagarto, Valmir Monteiro.

PP
O PP, que era comandado por Venâncio Fonseca e fazia parte da oposição, passou a ser liderado pelo deputado Laércio Oliveira, que deixou o Solidariedade. O partido passou a fazer parte do bloco governista.

Sob o comando de Laércio, o diretório estadual do Partido Progressista deve apoiar a pré-candidatura de Belivaldo Chagas ao Governo do Estado. “Agora a bancada progressista se tornou a segunda maior da Câmara dos Deputados, com 53 deputados federais”, vibra o novo presidente do PP em Sergipe.

A deputada Maria Mendonça, que faz parte da bancada da oposição na Alese, também decidiu deixar o partido e retornar ao PSB, de Valadares, para continuar fazendo oposição.

Solidariedade
Com a saída do deputado federal Laércio Oliveira do Solidariedade, a sigla passou a ser comandada em Sergipe pelo deputado estadual Gustinho Ribeiro, que deixou o PRP.

Gustinho é pré-candidato a deputado federal e atendeu ao convite do deputado federal André Moura (PSC). “Recebi alguns convites de partidos, analisei as propostas e perspectivas, mas me comprometi com André aceitando o comando do Solidariedade e vou seguir a sua orientação para as eleições deste ano”.

“Escolhi também o Solidariedade por se tratar de um partido de centro-esquerda,‬ ‪com um histórico de luta sindical e que tem na presidência nacional o deputado federal‬ Paulinho da Força, que também preside a central sindical Força Sindical, além de ver no‬ partido bandeiras que também levanto, como direitos trabalhistas, justiça social, modernização política e garantia dos princípios democráticos”, explica‬. ‬

Rede
O deputado estadual Georgeo Passos, líder da oposição na Assembleia Legislativa, trocou o PTC pela Rede Sustentabilidade. Ele deixou o antigo partido em março e aproveitou a janela partidária para trocar de sigla visando a campanha eleitoral deste ano.
“A mudança foi muito bem pensada e aconteceu por compatibilidade de ideais e pela forma de trabalho. Agradeço os convites que recebi para me filiar a outras siglas partidárias, mas agora vou defender o projeto político encabeçado pelo pré-candidato ao Governo, Dr. Emerson”, disse.

Outras siglas
Liderança política do município da Barra dos Coqueiros, Gilmar Oliveira, aceitou o convite de Mendonça Prado, se filiou ao DEM e lançou sua pré-candidatura a deputado estadual.

O Podemos também ganhou novas filiações, entre os novos integrantes do partido estão o ex-deputado Sérgio Reis, de Lagarto, que pode ser suplente de Jackson Barreto na disputa pelo Senado e Diná Almeida, esposa do prefeito de Tobias Barreto, Diógenes Almeida (MDB), ela pode se candidatar a deputada estadual. O partido lançou a pré-candidatura do senador Álvaro Dias à Presidência.

Já o ex-deputado e ex-vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado, deixou o PSDB e se filiou ao PPS para tentar uma candidatura a deputado federal.

 

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