Odontólogo orienta como se prevenir do câncer de boca


Fumo, álcool e excesso de sol são consideradas causas direta da doença

Se algumas doenças não forem descobertas precocemente e, logo, tratadas, passam a ser um pesadelo que poderia ser evitado. Exemplo disso é o câncer de boca, que acomete de forma assustadora boa parte da população no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê 15 mil novos casos da doença no Brasil no biênio 2018/2019. O coordenador do curso de Odontologia da Faculdade Uninassau Aracaju, Murilo Souza Oliveira, alerta sobre os fatores de risco, formas de prevenção e tratamentos dessa doença.

“O câncer de boca se apresenta em forma de lesões na cavidade oral e, muitas vezes, não percebemos o que pode estar ocorrendo, no entanto, pode ser detectado numa simples consulta de rotina”, observou o docente. Ele explicou que esse tipo de patologia tem causas muito comuns que a transformam em uma das mais perigosas doenças para o ser humano.

O fumo, o álcool, a exposição excessiva ao sol, além de próteses mal adaptadas e a falta de prevenção e diagnóstico precoce podem favorecer o aparecimento da doença. “O cirurgião dentista tem que estar preparado para reconhecer qualquer tipo de suspeita em lesões que venham a surgir na cavidade oral e demorem para desaparecer. Se essas lesões ou ferimentos não somem no prazo de 15 dias, podem se tornar ulcerativas”, enfatizou Oliveira.

Sinais de alerta
Alguns sinais devem ser observados e podem ser bolhosos, avermelhados ou esbranquiçados. A falta de higiene bucal, embora não seja causa direta do câncer, contribui para que ele ocorra. Segundo o especialista, o autoexame indica rapidamente o diagnóstico precoce. “Para isso, a pessoa vai ao espelho e caso identifique um caroço que não diminui, ao contrário, só aumenta, é necessário procurar um cirurgião dentista com brevidade”, disse o professor.

Para a confirmação das suspeitas, é necessária a realização de exames histopatológicos. Fechado esse diagnóstico preciso e confirmada a existência de doença, inicia-se o tratamento medicamentoso. Se a lesão evoluir para um câncer e for constatada uma lesão enraizada, ou com metástase, será necessário o tratamento de quimioterapia ou radioterapia e em alguns casos pode ser necessária uma intervenção cirúrgica, segundo o dentista.

Variações da doença

O câncer de boca se divide em tipos diferentes e o mais agressivo, como disse o professor Murilo, é o carcinoma de células escamosas, que atinge 90% das pessoas acometidas pela doença. Logo em seguida, vem o Carcinoma Verrugoso com 5% dos casos e os Linfomas com 2,5% de casos.

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