No Dia do Jornalista, comunicadores alertam como fugir das fake news


Profissionais sergipanos recordam trajetória e destacam momentos marcantes

O Dia do Jornalista é comemorado no Brasil no dia 7 de abril, neste sábado. A data homenageia o trabalho dos profissionais da mídia, responsáveis por apurar fatos e levar as informações sobre os acontecimentos locais, nacionais e internacionais para a população, de maneira imparcial e ética. Os comunicadores sergipanos compartilham um pouco das suas carreiras e comemoram o trabalho realizado na televisão, rádio, jornal impresso, portal de notícias e através da assessoria de imprensa.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) criou o Dia do Jornalista como uma homenagem a Libero Badaró, importante personalidade na luta pelo fim da monarquia portuguesa e Independência do Brasil. Ele foi médico e jornalista, e foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo.

O movimento popular que gerou por causa do seu assassinato levou D. Pedro I a abdicar do trono em 1831, no dia 7 de abril, deixando o lugar para seu D. Pedro II, seu filho, com apenas 14 anos de idade. Foi só em 1931, 100 anos depois do acontecimento, que surgiu a homenagem e o dia 7 de abril passou a ser Dia do Jornalista.

Denise Gomes atua no jornalismo sergipano há 12 anos

Paixão
A repórter da TV Sergipe, Denise Gomes, disse que sempre se interessou pelo jornalismo. “A profissão sempre se apresentou como um mundo repleto de possibilidades, uma chance única de conhecer pessoas, suas histórias, de vivenciar experiências nas mais diversas áreas através do contato diário com especialistas. Enfim, uma oportunidade de aprender sempre e sobre tudo, além de poder transmitir às pessoas essas informações de uma forma clara e direta. Isso foi o que despertou meu interesse pelo jornalismo ainda durante o ensino fundamental, onde criei um jornal que circulava no colégio. Essa experiência foi maravilhosa e contribuiu para minha escolha profissional”, recorda.

Já para o jornalista Milton Alves Júnior que é repórter do Jornal do Dia e atua como assessor de imprensa disse que encontrou o incentivo para seguir a profissão dentro de casa.

“Meu interesse começou em virtude de meu pai ser jornalista. Acompanhei ele desde a minha infância contextualizando fatos cotidianos, como também aqueles de repleta repercussão. Decidi prestar o vestibular para Jornalismo quando, em sua companhia, acompanhei a vinda do ex-presidente Lula para fazer campanha em Sergipe no ano de 2002. O batalhão de comunicadores em busca de informações para retransmitir à sociedade me chamou a atenção e não tinham mais jeito, o desejo de ser jornalista estava mais que evidente”, conta.

O repórter da TV Atalaia, Diego Barros, também disse que desde criança, o jornalismo despertava o seu interesse. “Já observava os noticiários e sentia vontade de estar lá, participando daquilo que lia, ouvia ou assistia. Deus me deu um dom, um presente. E faço questão de usá-lo, pois me faz bem. Acredito que a soma dos esforços pode fazer a diferença na sociedade e exerço minha profissão com essa dedicação, com esse objetivo. O compromisso não é apenas informar, mas formar, construir, consolidar”, orgulha-se.

Juliana Almeida que é professora universitária e coordena o Unit Notícias, se formou em radialismo mas sentiu a necessidade para se formar também em jornalismo.

“Minha paixão sempre foi rádio mas quando terminei a faculdade percebi que era necessário fazer jornalismo para trabalhar com reportagem. Fiz o curso e me senti completa mas descobri que a minha maior vocação é ser professora. Passei por algumas redações e gostei muito mas me sinto mais realizada ensinando jornalismo e fui me aperfeiçoar. Fiz mestrado e estou no doutorado para me capacitar cada vez mais. Ser professora é uma responsabilidade ainda maior porque não podemos oferecer apenas a teoria, é necessário ter a coerência e oferecer a prática”, explica.

Milton Alves Júnior se inspirou em seu pai para seguir a carreira

Profissão
O jornalista tem o compromisso de apurar os fatos com relevância e levar ao conhecimento público, ouvindo todos os lados da notícia.

“Vivenciar a prática diária do jornalismo é antes de qualquer coisa uma grande responsabilidade. Pois, temos o compromisso ético de reportar à sociedade os fatos do cotidiano, sempre prezando pela qualidade da informação, dando voz a todas as partes envolvidas. Nosso trabalho nem sempre é fácil, há muitos obstáculos e desafios durante a construção de uma reportagem, mas é gratificante ver o quanto o jornalista é fundamental para levar os fatos ao conhecimento da sociedade”, disse Denise Gomes.

Milton Alves Júnior reforça o compromisso de apurar os fatos e noticiar a informação precisa. “Felizmente vivemos em um Estado onde o conhecimento junto aos gestores públicos, sindicalistas, associações de moradores e companheiros de comunicação que atuam em assessorias de imprensa está diante dos nossos olhos. Com alguns anos de atuação em redações e desenvoltura para ampliar sua cadeia de fontes é possível levar ao leitor, telespectador, ouvinte que seja, um conteúdo ético e versátil”.

Juliana Almeida orgulha-se em ensinar jornalismo

Fake News
Os comunicadores destacam a importância do jornalismo em uma época onde as notícias falsas acabam se espalhando com uma grande velocidade, confundindo as pessoas e causando estragos.

“O jornalista tem um papel ainda mais importante porque tem a capacidade de legitimar a informação e dá credibilidade. No meio do mundo das fake news o jornalista está ali para apurar e trazer a informação precisa com informação relevante”, defende Juliana Almeida.

Diego Barros disse que o uso indevido e com intenção deturpada das redes sociais viraram uma grande arma contra a imprensa por causa das falsas notícias. “As fake news prejudicam um grupo, um indivíduo e podem prejudicar um país. Por isso, a leitura é fundamental. Procurar entender e ter mais de uma fonte de informação é o caminho para compreender e analisar o que foi dito ou falado. Temos que questionar até o inquestionável”, alerta.

“Acredito que nunca o bom jornalismo foi tão necessário para filtrar e levar as informações ao conhecimento do público. Mais uma vez, vemos que o avanço tecnológico no que se refere aos meios de comunicação instantâneos, como os aplicativos de mensagens e redes sociais, são mal utilizados em vários momentos por pessoas que buscam propagar notícias falsas. Informações que podem desencadear inúmeras situações onde a imagem de pessoas e instituições é manchada por essas fake news”, lamenta Denise Gomes.

Diego Barros comemora o Dia do Jornalista

Cobertura marcante
Comemorando o Dia do Jornalista, os comunicadores destacam um momento importante da carreira. Denise Gomes destaca a cobertura que fez da queda da árvore de Natal da Energisa em 2008 com os operários que estava trabalhando na montagem. “Marcou muito para mim e foi muito tenso. Fui a primeira jornalista a chegar ao local com a equipe do Emsergipe.com para apurar o fato. Foi muito difícil acompanhar o desespero dos operários que presenciaram o acidente ao verem os colegas desacordados, sendo atendidos pelos profissionais do Samu e a confirmação das mortes. O jornalismo sergipano é um celeiro de grandes profissionais e fico muito feliz em poder fazer parte deste cenário”, reconhece.

“A cobertura que fiz mais marcante foi o falecimento do ex-governador Marcelo Déda. A multidão em torno da urna fúnebre, acenando, enxugando lágrimas com bandeiras eleitorais e arremessado flores, se tornou em uma pauta ímpar para mim”, recorda Milton Alves Júnior.

Juliana Almeida destaca uma entrevista especial que fez com o escritor Ariano Suassuna. “Foi um momento muito importante porque eu sou muito fã dele e admiro o seu trabalho. Foi muito gratificante. Destaco também reportagens que fiz e fui premiada. Já são 16 prêmios em concursos locais, regionais e nacional. Cada um tem a sua importância e me sinto lisonjeada em ter um trabalho reconhecido”, comemora.

“Marcou para mim uma história emocionante e de superação que acompanhei em 2012. Alex que era rodoviário sofreu um acidente, no Rio de Janeiro, e perdeu quase todos os movimentos do corpo porém, isso não foi motivo para ele desistir. Ele passou a vender doces em uma passarela, em Salvador. Certo dia, passei pelo local com a equipe da Record TV Itapoan e comprei doces para ajuda-lo. Conversei com ele e marcamos uma reportagem para mostrar que vale a pena acreditar e tentar. Gravamos e fizemos uma campanha para realizar um grande sonho. Alex queria gravar um CD gospel. O sonho dele foi realizado, e isso é o que me move em continuar acreditando”. Vibra.

Previous Alô dono do bar ... o Devinho Novaes está estourado
Next Edital oferece 661 vagas na SSP e Sejuc