Estética e saúde movimentam mercado fitness em Sergipe


Setor de atividades de condicionamento físico deve crescer ainda mais em 2018 (Foto: Vieira Neto)

Segundo uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), um dos segmentos comerciais com potencial de expansão no país em 2018 é o de atividades de condicionamento físico, ou seja, a área fitness. Mas, além das tradicionais academias de ginástica e musculação, dentro deste segmento estão também atividades físicas que passaram a ter mais espaço no mercado nos últimos anos como yoga e pilates.

Entre 2013 e 2016, a pesquisa aponta um crescente constante no número de estabelecimentos desse segmento de 11% ao ano. Porém, o analista técnico do Sebrae Thiago de Souza Oliveira ressalta que o ritmo de crescimento do segmento em Sergipe deve ser menos acelerado devido ao contexto atual da economia.

Sol Meneghini dá dicas de treinamentos na internet

“Analisando os dados percebemos que existe uma desaceleração ao longo dos anos. Contudo, acreditamos que ainda existe espaço para que o segmento siga crescendo, mas em ritmo menos acelerado que nos anos anteriores”, comenta.

Segundo a Junta Comercial de Sergipe (Jucese), existem atualmente 841 empresas ativas no estado declaradas como de atividades de condicionamento físico. Para Ilgo Max, sócio de uma rede de academias, o aumento no número de academias está incentivando as pessoas a saírem do sedentarismo.

“O número de academia aumentou bastante em Sergipe e isso está fazendo com que as pessoas se motivem cada vez mais a procurarem o exercício físico”, comenta.

 

ESTÉTICA x SAÚDE

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 60% da população brasileira com mais de 15 anos não pratica nenhuma atividade física. Porém, como a população tem cada vez mais acesso à informação sobre os benefícios dos exercícios físicos para a saúde, muitas pessoas de diversas idades estão procurando saúde e qualidade de vida nas academias.

Ilgo Max alerta sobre os perigos de praticar atividades físicas sem acompanhamento

A apresentadora Sol Meneghini começou a frequentar academias tendo em vista os resultados estéticos da musculação. Ela foi durante quatro anos atleta de fisiculturismo, chegando a ganhar competições internacionais, até que descobriu um câncer no fígado. Durante o tratamento, ela descobriu que estava grávida. Após a gestação e o tratamento contra a doença, ela voltou a academia. Porém, não para fins estéticos exclusivamente, mas também pela sua saúde.

“Eu comecei buscando o físico e depois para melhorar a minha saúde. Durante a minha gravidez eu engordei 30 quilos, tive hipertensão, pré-diabetes. Eu estava obesa, com câncer e precisava praticar atividades físicas. Em poucos meses, eu perdi todo o peso que ganhei durante a gravidez, mas sinto que voltei melhor. Mais feminina, uma vez que no fisiculturismo você precisa estar forte e até mais masculinizada, e mais saudável”, comemora.

Apesar dos benefícios que a atividade física traz para os seus praticantes, Ilgo Max, que também é educador físico, ressalta a importância do acompanhamento por um profissional capacitado.

“Hoje muitas pessoas praticam a corrida achando que todos sabem correr, mas na verdade há a questão da biomecânica que é muito perigosa. Tem a escolha do tênis, que pode causar lesões no joelho e tornozelo se não for de acordo com o seu tipo de pisada. Além disso, o controle da frequência cardíaca e de treino são importantes para evitar problemas graves, como um infarto”, alerta.

 

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