CINFORMANDO: Valadares e a arte do ataque para dissimular fraquezas


Valadares joga pedras. Mas quem é que não tem telhado de vidro? (Foto: Agência Senado)

A coluna já havia alertado: fica feio para o senador Valadares (PSB) andar pelos quatro cantos do estado com pedras na mão, direcionadas invariavelmente em direção ao deputado federal André Moura (PSC). No âmbito particular, soa a ingratidão, uma vez que André foi um dos apoiadores na campanha de Valadares Filho a prefeito de Aracaju em 2016. Ampliando o leque, acaba parecendo uma “vingança” contra Aracaju, visto que o deputado tem se empenhado em carrear recursos para a capital, independente do prefeito ser Edvaldo Nogueira, que venceu em 2016. E numa análise macro, acaba sendo meio patético detonar André pela proximidade junto ao governo federal, que gera desgaste, sim, mas também aumenta sobremaneira o volume de recursos e obras para Sergipe, quando se foi, no caso de Valadares, primeiro relator da famigerada Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, trocando em miúdos, a CPMF, isso nos idos de 1996, num governo, o de FHC, que ao seu final também se tornou impopular e contestado. Valadares precisa rever seus conceitos, portanto, pois a população só quer “saber do que pode dar certo”, pois não tem tempo a perder com brigas e ataques revanchistas e/ou oportunistas, né não?

Feliz no corredor

O ex-prefeito de Capela, Ezequiel Leite, estaria profetizando algo quando disse que Sukita, ao apoiar oposição, deveria viajar no corredor? Porque não tardou a moçada garantir que, sim, Sukita estará, em breve no corredor: no corredor do avião, rumo a Brasília; no corredor do Congresso, como deputado, e no corredor de cada ministério, em busca de recursos para o estado.

Rainha da Inglaterra

A notícia de que o deputado estadual Chiquinho Gualberto (PT) seguirá como líder do governo na Alese é o que se chamava de “sanduíche natural”: pão integral com nada dentro. A razão? Simples: na Alese, com maioria e um presidente aliado, caso de Luciano Bispo (MDB), nem Jackson precisou, nem Belivaldo Chagas (PSB) precisará de líder para angariar conquistas. A liderança, nesse cenário, virou peça decorativa.

Boa oportunidade

No outro campo, caso se confirme Gustinho Ribeiro (SD) como líder da oposição, a “briga” pode ser boa, uma vez que o parlamentar também já liderou a situação. E, a exemplo de Elber Batalha (PSB), na Câmara de Aracaju, que também liderou as duas frentes em momentos distintos, isso pode garantir a Gustinho a bagagem necessária para esquentar mais os debates na Alese, que andam de mornos a gelados, pra falar a verdade…

Essas meninas!

As jornalistas Kátia Santana e Magna Santana estão a todo vapor na organização de mais um Café com Debate, no dia 26, no Hotel Sesc Atalaia. O debate desta edição girará em torno de obras públicas paralisadas. Quem quiser saber mais e se inscrever, “ligue djá”: 79 99113-3016.

 

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