Afoxé de Odé africaniza Sergipe


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Ancestralidade, fé e visibilidade cortejarão as ruas de Socorro neste sábado, 21 de abril. Roda, dança de evocação dos orixás conforme sua nação: este é o significado da palavra “xirê” no dialeto yorubá e explica o tema “Xirê na rua- minha história, minha cultura”, da sétima edição do Afoxé de Odé. O Afoxé, também conhecido como candomblé de rua, já é parte do calendário cultural oficial do município de Nossa Senhora do Socorro.

O projeto é uma realização do Abassá Maria da Paz, sob a orientação espiritual da Yalorixá Silvia D´Oxum. Mãe Silvia explica que, apesar de ser filha de Oxum Opará, decidiu homenagear o orixá da caça. “A dona do meu Ori é Oxum Opará, mas eu também tenho Oxossi. E como existe o Omo Oxum, que toma as ruas no dia 8 de dezembro em homenagem à Oxum, nós criamos o Afoxé de Odé.”

Mãe Silvia D´ Oxum é organizadora do evento

Também tratado como Odé, Oxossi é o orixá da caça, da fartura, o senhor das matas e da diversidade. A Yalorixá ressalta que a festa vem crescendo a cada ano. “O ano passado foram mais de 1.500 pessoas, e este ano nós vamos ter mais ainda porque estamos trazendo novas atrações.”

No Afoxé, a charanga prepara um repertório com pontos e cânticos que homenageiam as divindades africanas, sobretudo os cânticos para Oxóssi. Os atabaques e os agogôs acompanhados dos xéqueres, são alguns dos instrumentos que dão “cor” à evolução dos ritmistas comandados pelo Maestro Dingo Bala. “A gente vai pra rua pedir a Oxossi que traga fartura, paz e sabedoria”, frisou mãe Silvia.

Para a edição de 2018, o cortejo contará com as participações especiais dos Afoxés sergipanos Di Preto, Omo Oxum, Ogum Marinho e da companhia de dança “Nova Era”.  O cortejo terá concentração no Shopping Prêmio, às 14h e seguirá até o Instituto Revida, na avenida Coletora “C”, nº 646, Marcos Freire II.

 

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