Sonho de ser miss resiste ao tempo e continua em alta


Jovens se preparam para os concursos e abraçam a causa social

Concursos para eleger a mulher mais bonita são realizados no Brasil desde o fim do século XIX e continuam em alta. O concurso de beleza feminina mais tradicional é o ‘Miss Brasil’ que começou em 1954, é realizado anualmente e é disputado entre as representantes de cada unidade federativa do país. A vencedora de cada edição representa o país no ‘Miss Universo’. Diversos outros concursos foram surgindo em todos os estados e a disputa pelo título de ‘miss’ é acirrada. Beleza não é suficiente para vencer a competição, a candidata precisa ter estilo próprio, charme, simpatia, glamour, boa oratória, comprometimento com o social e saber representar bem a sua região.

O coordenador do Miss Sergipe Mundo, Lucas Vinícius, explica que não existe um concurso de beleza feminina oficial. “Cada concurso tem o seu objetivo e a sua marca. Não existe o concurso ‘Miss Brasil Oficial’. Para ser uma miss é necessário estar dentro das normas do concurso, existe uma idade limite, mas no geral é: não ter sido casada, não ter filhos, não ter sido filmada ou fotografada despida, ser de boa índole e caráter, além de influenciar e ajudar as demais pessoas”.

Entre os concursos que são realizados em Sergipe estão: ‘Miss Sergipe Mundo’, ‘Miss Sergipe Be Emotion’ e ‘Miss Sergipe Globo’.
Miss Sergipe 2018
A representante de Boquim, Grazi Moraes, foi eleita a Miss Sergipe Be Emotion deste ano e vai representar o estado no concurso que vai eleger a Miss Brasil 2018.

“Ser miss é carregar a responsabilidade de representar as pessoas e meu estado. É ser generosa, ter paixão pela vida e se doar ao próximo também. Ser Miss Sergipe sempre foi um sonho. É algo que carrego comigo desde pequena e à medida que fui crescendo essa vontade só aumentou. Hoje me sinto realizada, e com o desejo de mostrar que estou pronta para a responsabilidade do Miss Brasil”, orgulha-se.

Grazi detalha as atividades que desenvolve e os cuidados que têm para fazer jus a coroa e faixa de miss. “Minha vida é bem corrida mas consigo me organizar bem. Cuido do meu corpo e estou praticando musculação, sigo uma dieta com o auxílio do nutricionista e faça alguns tratamentos estéticos. Faço parte do Circo Esperança que é um projeto social que se baseia em levar alegria para as pessoas, também abraço a causa animal e participo de eventos em diversos municípios fazendo doações de alimentos, roupas, brinquedos, materiais higiênicos e escolares. Sou estudante de fisioterapia e atualmente tenho me dedicado a carreira de miss e modelo, com as quais sempre sonhei. Quero ser referência”, planeja a modelo de 19 anos.

Beleza e responsabilidade social
A universitária é a sucessora de Saiury Carvalho, 25 anos, que foi eleita Miss Sergipe Be Emotion 2017 e fez bonito no concurso nacional.

“Fiquei entre as cinco finalistas e o resultado me deixou muito feliz e emocionada quando chamaram Sergipe. Tinha 53 anos que não conquistávamos esta posição”, recorda

Saiury se preparou para participar do concurso durante 9 anos e comemora o sucesso. “Desde a minha adolescência eu comecei a me preparar para esse momento e foi um sonho realizado. Sempre tive a vontade de representar todos os sergipanos, queria fazer história e acho que consegui. Ser Miss para mim é uma grande responsabilidade e tem o papel de inspirar e representar a nossa mulher atual. Então para mim representa liderança e exemplo”, vibra.

Bárbara Monick tem 22 anos e é a Miss Sergipe Mundo 2017, seu ‘reinado’ termina em maio quando a nova miss do seu concurso será anunciada. “No ‘Miss Sergipe Mundo’ a candidata é escolhida através de seletiva ou indicação, esse ano será indicação”, explica Lucas Vinícius.

“Ser miss vai muito além da beleza, é abraçar causas sociais, ter humildade, ter personalidade e manter os pés no chão. Eu represento o povo e estou feliz por realizar um grande sonho. No ano passado passei por uma experiência maravilhosa no ‘Miss Brasil Mundo’ e conquistei o 13º lugar”, recorda Bárbara.

Os cuidados com o corpo e compromisso social também fazem parte da rotina de Bárbara. “Tenho um cuidado especial com minha alimentação e pratico atividades físicas regularmente. Continuo realizando a distribuição de cestas básicas para os mais necessitados e visitando instituições de caridade. Sou voluntária do Same. Quero seguir com a minha carreira de modelo”, planeja.

Miss Universo
A baiana Martha Maria Cordeiro Vasconcellos foi eleita Miss Universo aos 20 anos em 1968 e continua participando de concursos de beleza como jurada e incentivadora. Neste ano entregou a faixa a Grazi Moraes e foi homenageada em Aracaju.

“Sempre fui convidada para ser candidata ao Miss Bahia e meu pai não deixava porque não queria que eu seguisse essa carreira de modelo. Após muita insistência concorri e fui eleita Miss Bahia aos 19 anos. Em seguida venci o Miss Brasil e foi uma grande surpresa. Meu pai não queria deixar eu participar do concurso mundial que foi realizado em Miami. Mas os amigos, familiares e políticos conseguiram convencê-lo de me liberar e no dia 13 de julho venci 64 candidatas de todos os continentes e fui consagrada Miss Universo 1968”, conta emocionada.

Martha se tornou uma personalidade e foi ovacionada pelos baianos que fizeram um carnaval para comemorar a sua vitória. Ela foi capa de revistas e jornais de todo o mundo. Durante o reinado, a baiana viajou pelos cinco continentes atendendo à programação do Miss Universo e visitou dezenas de países divulgando também a Bahia e o Brasil.

“Continuo prestigiando os concursos e participando de eventos sociais. Sempre sou convidada para ser jurada e faço questão de ir e tenho atendido convites para fazer palestras sobre o combate à violência doméstica. Comecei 2018 no clima das minhas comemorações dos 50 anos que fui eleita Miss Universo e tenho recebido muitas homenagens como a que ocorreu recentemente em Sergipe durante o concurso”, orgulha-se.

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