Realidade das lojas virtuais


Sílvia Rodrigues lançou sua loja virtual há poucos meses (Foto: Divulgação)

Pode parecer simples, mas é preciso planejamento
para que seu negócio dê certo

 

Com o avanço das tecnologias, as formas de ofertar e adquirir produtos e serviços também mudaram. Com a comodidade de comprar e comparar preços sem sair do lugar e sem enfrentar filas, as lojas virtuais cresceram e, segundo a Fecomércio, registraram mais de R$ 59 bilhões em vendas somente no ano passado.

Segundo Márcio Rocha, consultor empresarial e assessor da Fecomércio, este tipo de comércio em Sergipe está mais direcionado para os Microempreendedores Individuais (MEI’s), que têm crescido no mercado local. Divulgadas nas redes sociais, as lojas virtuais vendem cosméticos, produtos eletrônicos de pequeno porte, vestuário, acessórios, entre outras coisas.

INÍCIO

No entanto, montar o próprio negócio exige muito planejamento e, no caso das lojas virtuais, os empreendedores precisam ficar atentos a alguns pontos para que o seu negócio tenha futuro. Alguns deles são importantes tanto para vendas online quanto para as off-line: saber o que o cliente deseja e como se comporta, bem como conhecer pontos que podem fazer o diferencial competitivo do seu negócio, criar um plano de negócios, conhecer estratégias de marketing e os canais de divulgação, como as redes sociais. Mas para os empreendedores que querem montar uma loja virtual é preciso ficar atento também a outros pontos.

“É importante aprofundar-se nos aspectos legais e nos impostos específicos das vendas virtuais. Prepare-se para construir a sua loja virtual com dicas sobre layout, cores, usabilidade e outras questões. Nesse ponto, é importante conhecer também os meios de pagamento do comércio eletrônico para proporcionar vendas com segurança. Por fim, é importante disponibilizar ao cliente uma entrega adequada do produto, e lidar com as questões pós-venda. Para isso é preciso entender sobre logística e estoque no e-commerce”, explica o analista técnico do Sebrae, Aurélio Viana.

A empreendedora Sílvia Rodrigues fez diversos cursos e buscou informações sobre o nicho de mercado e sobre produtos antes de lançar a loja Make de Primeira. Para ela, os empreendedores precisam ter confiança e dedicação ao abrirem um negócio, uma vez que antes de vender é preciso investir em estoque e em sua marca.

“Não basta vender maquiagem e ser mulher. Tem que conhecer os produtos, saber para que eles servem. Não quero apenas vender, mas sim agregar a minha loja informação e conteúdo, porque muitas mulheres não sabem o tipo de base ou pincel devem utilizar”, comenta.

COMIDA POR DELIVERY

Pedir comida por telefone é um hábito já enraizado em muitas casas brasileiras, mas isso tem mudado um pouco nos últimos anos. Aqui em Sergipe, por exemplo, o aplicativo de delivery de comida iFood registrou um aumento de 207,4% no número de estabelecimentos cadastrados e de 365% no número de pedidos em 2017.

“Como o iFood é uma empresa que está sempre em crescimento e se desenvolvendo para tornar a experiência de seus usuários e restaurantes parceiros cada vez melhor, a tendência é que esse aumento que estamos vendo continue e queremos manter esse padrão. Outro dado interessante é que o estado do Sergipe representou, em 2017, 0,5% do GMV (volume bruto de transações) total do iFood”, comenta Simone Carvalho, diretora de comercial do iFood.

Há pouco mais de três anos, Gardênia Nascimento percebeu que deveria trocar de ramo de trabalho. Fez inúmeros cursos de culinária e gestão para se preparar para a sua nova carreira: a confeitaria. Ela conta que as vendas da Dona Ica Confeitaria são feitas apenas pelo Instagram e pelo WhatsApp, porque os custos para manter uma loja física são altos demais.

“Quando se está começando, é preciso começar com o pé no chão, e uma loja física acaba sendo muito cara. Pagar aluguel, muitos impostos, ter pessoas para atender os clientes. E esses custos indiretos precisam ser colocados no valor do produto”, comenta.

 

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