O começo do fim


“Aqui cês num ficam mais”

O consumidor. É com esse personagem da cadeia gastronômica que o TAC se preocupa. Então, vamos pular os pormenores jurídicos pra não tomar o tempo de ninguém e ir pro que interessa: a Alda Teixeira não será mais a praça de alimentação à céu aberto que era. Os foodtrucks vão ter que circular por praças da cidade – dois caminhões em cada uma das 18. As marcações, que você já pode ver em vagas e placas, mostram a disponibilidade do espaço aberto das de 8h às 22h.

Cê que ama o , vai sair do Salgado Filho pra ir no Lamarão com a gasolina à R$ 4 pra comer o burger? Teria um Target Burger, com seu Dart de R$ 20, condições de parar no Santa Lúcia, ao lado de X-Salada com hambúrguer Perdigão já tradicional no bairro e que custa R$ 10?

Parque da Sementeira

A priori podemos pensar: ‘é um problema dele’. Mas e se os food trucks não se interessarem por esse novo modelo imposto, a tendência não seria o desaparecimento? É aí que chegamos a pergunta crucial pra o desenrolar do assunto:  você, consumidor, que pensaria em fazer um lanche lá pelas 20h, 21h… nesses novos pontos?

 

AS PRAÇAS
As praças ‘preparadas’ para receber as operações são as seguintes:

  • Praça Olivera Belo, na cidade dos Funcionários
  • Praça Dr Pedro Garcia Moreno, a do Bomprecinho
  • Estacionamento do Parque da Sementeira
  • Praça T.D. Fontes (nem o Google sabe onde é)
  • Praça Teodoro O. Montes (nem o Google sabe onde é)
  • Praça da Juventude, no Augusto Franco
  • Praça Luciano Barreto Jr, Garcia
  • Praça Zilda Arns, Jardins
  • Praça Alda Teixeira, Garcia
  • Praça Ilsete Fernandes Azevedo, no Santa Lúcia
  • Praça da Igreja Sagrada Família, no Sol Nascente
  • Praça Antonio Teixeira, no Fundo do Mercantil Rodrigues
  • Praça da Alameda das Árvores, no Grageru
  • Praça Cristina Souza, no Lamarão
  • Praça Gualdalupe Mendonça, a praça do Colégio Módulo
  • Praça próxima ao Rio Poxim
  • Praça Tobias Barreto, a praça da Igreja São José, no São José
  • Praça Camerino, Centro

 

Os food trucks ainda não sabe se vão. Mas os clientes já, e respondem a questão.

“Os foods deram vida àquela praça (Alda Teixeira). Consultaram os consumidores?” questiona David Bomfa.

‘Eles’ eu não sei, mas a gente vai consultar agora.

Praça do Sol Nascente

Para Isabella Veiga, “a ideia de food truck é rodar pela cidade mesmo, se for para ficar parado não é food truck”. Extremamente lógico, mas não disse se vai.

Mas pra Kelle Jamile a coisa já passa a beirar o absurdo. “as praças são totalmente sem segurança”. Kelle já não vai.

Para Marluany Guimarães há democratização no projeto, mas ela mesmo levanta um problema: é o mesmo de sempre: a intenção é boa, mas o Estado não dá infraestrutura (segurança, limpeza…) para realizar o projeto com excelência e que agrade a população!”. Segurança de novo. Essa já deixou condicionado.

Para o jornalista Jhônatas Santos, “o iFood vai comemorar.” Ou seja… mais um que não vai.

“Uma bosta”. É o que pensa o jovem Ryan Macedo. Esse já não vai também.

“só porque os promotores que moram no Garcia não quiseram saber de barulho e trânsito por lá. Essa ideia estúpida irá acabar com o negócio. Os food trucks procurarão terrenos privados se quiserem sobreviver, o que já ocorre num próximo à Alda Teixeira. Acho que o MP preferia a época em que a praça era ocupada por viciados em crack!”

Para o jornalista sangue nos zói Delano Mendes (abraço, Delano!) “só porque os promotores que moram no Garcia não quiseram saber de barulho e trânsito por lá. Essa ideia estúpida irá acabar com o negócio. Os food trucks procurarão terrenos privados se quiserem sobreviver, o que já ocorre num próximo à Alda Teixeira. Acho que o MP preferia a época em que a praça era ocupada por viciados em crack!” – esse não deve ir atrás dos trucks por aí, mesmo porque acredita é no fim do modelo.

Praça do Farol, na Farolândia

Muita gente já fica com medo de estacionar longe na Alda Teixeira por contas dos assaltos (e tem policiamento) imagina só numa praça mal iluminada e sem segurança publica” comenta o patissier Robson Dias. E completa, “food truck é pra rodar a cidade desde que haja segurança pros empreendedores e clientes”. – então é mais um que não vai também.

O cozinheiro Cleiton Camargo acha que é uma “puta sacanagem com os truckers”. E toca na ferida: “a idéia seria boa se houvesse segurança, se aumentassem o número de opções por praça e estimulasse o comércio de comida local a participar.”

“Vai ser uma merda. As praças mal iluminadas, sem estrutura, sem segurança, sem habitação. Não sei quem foi o maluco que pensou nessa ideia. Se o intuito foi promover o movimento nessas praças, parabéns! Como diria Faustão: EROU”, diz Pedro Neto, que pelo jeito… não vai também.

A empresária Cris Salustino defende um ponto importante e já fala no pretérito: “o interessante da Praça Alda Teixeira eram as opções, você vai em família ou grupo de amigos e, democraticamente, cada um pode comer o que deseja. A tendência é diminuir o fluxo e acabar com todos os empreendedores, porque além disso é cobrada uma taxa”. 

Para Mariah Souza, “Não há nada melhor do que expandir os horizontes! Bom pra eles, ótimo para os novos clientes!”. Essa parece que vai, mas na verdade tá torcendo pra que outros vão.

“Na teoria é correto porque toda cidade seria contemplada… na prática o estado não vai conseguir dar segurança em todas as praças da cidade!”, diz Jr Rito. Não vai mesmo, não. A Força Nacional taí e a violência continua.

“Falta do que fazer!”. Calma, Paulo. “Prefeitura vai se preocupar com os buracos das ruas e limpeza. Deixa o povo trabalhar. Uma porrada de praça sem segurança, quem vai?” é o que pergunta Paulo Silva, que ‘pelo jeito’, não vai.

Fundo do Mercantil Rodrigues

Eduardo Lopes chama um parabéns pra você: “Parabéns à prefeitura que numa tacada só vai conseguir devolver a insegurança às praças e inviabilizar vários negócios”. Esse também não é dos que parecem que irão.

“Achei ótimo. Mobilidade urbana agradece! Aqui na alameda fica um inferno. Param do jeito que querem, povo passando no meio da rua. Absurdo”, Sophia Valeriano. Que gostou, mas também não disse se vai onde o truck for.

“Food trucks existem pra isso, mudar de local.. Só acho que as praças de nossa cidade estão em situações precária, além da falta de segurança tendo apenas 2, pois policiamento não há.”, de Brena Gentil. Gostou da ideia, mas – pelo jeito – não vai também.

Outro ponto de parada no Sol Nascente

“Acho excelente porque gera a rotatividade. Vai fazer com que outros bairros tenham acesso às delícias dos food-trucks. É importante que o povo ocupe os espaços públicos. Isso melhora a segurança e fomenta a cidadania. Excelente iniciativa!”, diz Alex Fiel.

“Quando a Índia era colônia do Reino Unido houve um episódio em que o governo resolveu oferecer recompensas a quem matasse najas para tentar controlar a população deste réptil. Logo, percebendo que poderiam lucrar com isso alguns empreendedores passaram a criar as cobras. Os britânicos descobriram a malandragem e cancelaram o ‘Bolsa Naja’. Com as cobras sem utilidade, os criadores jogaram-nas no mato e o resultado disso foi que o governo gastou dinheiro e multiplicou o problema.”, diz Lucas Poderoso, já em compasso de espera.

O advogado Leonardo Eisenlohr diz que não irá por ausência de infraestrutura: “questão de segurança é questão de fluxo comercial e outros fatores agregados como vigilância. Por outro lado, dá oportunidade a outros food trucks pisarem em solos mais férteis, regiões mais nobres. Se eles são móveis penso que devem rodar, o pessoal desse bairro deveria cobrar o vereador e o prefeito trimilique. O estado intervencionista por costume faz merda, mas ainda acho q espaço da praça Alda Teixeira não pode ser cativo de ninguém…”

São muitas opiniões, mas o problema da segurança aparece com frequência, e numa enquete com 1625 pessoais pra saber se elas iriam numa dessas praças, 87% disseram que não.

É o começo do fim.

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