UTILIDADE PÚBLICA: Transporte escolar põe crianças em risco


A partir desta semana, o CINFORM abre espaço para denúncias de irregularidades na prestação de serviços, seja de ordem pública ou privada, ou na violação de direitos do cidadão. Esta semana nós apresentamos uma denúncia sobre irregularidades no transporte escolar privado oferecido na capital sergipana.

Contratar um transporte escolar é a opção de muitos pais para garantir que o caminho de ida e volta para a escola do seu filho seja seguro. Pelo menos é o que Christiane Costa Cardoso pensou ao contratar uma senhora para fazer o transporte do seu filho de 12 anos.

Segundo Christiane, no contrato a senhora de nome Ângela deveria pegar seu filho na porta do condomínio, localizado no fundo da choperia Sancho Pança. Porém, ela descobriu no começo de fevereiro que Ângela começou a pedir que o menino atravessasse a rua, para que ela o pegasse em outro lugar.  O menino precisava atravessar 8 faixas de carro para chegar ao ponto de encontro, sendo seis delas na avenida Beira Mar, que possui um fluxo de carros grande.

“No contrato ela assume a posição de garantir a vida do meu filho. Ela não podia nunca fazer isso. Porque o limite entre causar o dano e acabar com minha vida e não acontecer nada, como não aconteceu, é muito pequeno”, indaga.

Christiane ainda denuncia que o transporte escolar em questão não segue a tolerância de horário combinada no contrato. “Ela já chega de uma esquina antes do condomínio buzinando e passa “chutada” na frente. Ela quer que a criança já esteja na porta”, comenta, ainda destacando que seu filho relatou que as crianças vão em cima uma das outras e sem cinto de segurança.

Outro lado

A reportagem do CINFORM tentou entrar em contato com a responsável pelo transporte escolar, Ângela, para ouvir o seu lado da história. Porém a senhora preferiu não falar e negou que não possui tolerância, informando que o filho de Christiane nunca estava no local na hora.

“A versão é completamente diferente, mas eu não quero falar. Todas as mães e crianças me adoram, só que eu não quero falar porque quanto mais fala, atrai coisa ruim. Eu não tenho nada a falar, meu trabalho é honesto”, recusou.

SMTT

Em nota a SMTT afirmou que a denúncia da mãe começou a ser apurada, que o departamento jurídico do órgão já foi acionado e está tomando providencias. “O órgão de trânsito reforça que mantém uma equipe dedicada exclusivamente à fiscalização do serviço, mas salienta que conta com a colaboração da população para informar qualquer tipo de irregularidade. O contato pode ser feito por telefone (3238-4646) ou por e-mail: [email protected]”.

Se você conhece um caso parecido com o que foi relatado por Christiane, se conhece algum serviço que não está sendo ofertado corretamente, se há algum direito não está sendo cumprido e respeitado, os interessados podem enviar seus relato ou denúncia para o endereço: [email protected]e.com.br. Os relatos devem ser identificados com nome, sobrenome e contato.

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