Cadê o emprego que tava aqui?


Número final de 2017 é assustador:
foram fechados 1381 postos de trabalho em Sergipe

 

Não é nenhuma novidade que o país está em crise, que Sergipe está em crise e que as famílias sentem isso na pele. Mas os dados revelados por um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe – Fecomércio – expõe de forma muito clara o que se passa em terras sergipanas. Num resumo básico: em 2017 foram fechados nada menos do que 1381 vagas no mercado de trabalho formal do estado.

Detalhando os dados levantados pela Fecomércio que, por sua vez, são baseados nos números coletados pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE – através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED –, é possível identificar que durante todo o ano passado, em Sergipe, foram admitidos 84.999 trabalhadores, enquanto as demissões alcançaram um total de 86.380 pessoas – daí o saldo de 1381 vagas a menos.

Dividindo-se por setores da economia: Construção Civil, com menos 1892 vagas, e Comércio e Administração de Imóveis, Valores Mobiliários, Serviços Técnicos, menos 897 vagas, foram os segmentos que mais demitiram. Por outro lado, Serviço Industrial de Utilidade Pública, 1027 novas vagas, e Serviços de Alojamento, Alimentação, Reparação, Manutenção, Redação, com 562 admissões, foram os setores que mais empregaram em Sergipe durante 2017, ainda segundo os dados analisados pela Fecomércio.

MELHOR E PIOR MÊS

Outra avaliação relevante diz respeito ao período em que as admissões e as demissões se intensificaram no estado. Em fevereiro do ano passado foram fechados 3412 postos de trabalho, o que se configurou no pior mês do ano. Já o melhor foi outubro, quando 5491 novas vagas foram abertas e preenchidas.

Em relação às cidades com mais de 30 mil habitantes, a Fecomércio detectou que Aracaju, capital do estado e cidade com maior número de habitantes, foi a que apresentou o pior resultado na soma dos 12 meses de 2017, com 2209 postos de trabalho fechados.

Já Nossa Senhora do Socorro, maior cidade da Grande Aracaju, com saldo positivo de 706 vagas, foi a cidade sergipana com melhor desempenho, seguida por Itabaiana, 460 vagas para o montante de trabalhadores devidamente registrados no município.

PERSPECTIVAS

Em sua análise final, o relatório apresentado pela Fecomércio traz um alerta. “O setor público, segmento importante da economia do estado, está com problemas fiscais, com dificuldades de pagamentos aos fornecedores, atraso no pagamento de salários do funcionalismo, e problemas na arrecadação”.

Dessa forma é possível depreender que a crise que afeta o setor público dificulta a recuperação da economia, uma vez que isso gera menor circulação de renda, algo que ajuda a impedir o aquecimento da economia como um todo.

Mas há luz no fim do túnel. Segundo outro trecho da análise da federação, “ a economia pode melhorar em 2018”. Mas nada de soltar fogos, uma vez que a Fecomércio também avisa: “mas nada que permita reverter, de forma sustentada, a geração de novos postos de trabalho para os níveis pré-crise da economia brasileira”.

 

Avanço do mar afeta moradores da Barra dos Coqueiros

Abatedouros clandestinos ameaçam a saúde da população

Previous É justo?
Next ARTIGO: GREVE GERAL NÃO EXISTE