Ulices Andrade já comanda TCE com os conselheiros Carlos Alberto Souza e Angélica Guimarães


Assim que iniciarem os trabalhos do Tribunal de Contas de Sergipe, em 2018, o novo presidente do TCE, conselheiro Ulices Andrade, vai colocar em pauta as prioridades do seu mandato de dois anos. “Valorização do servidor, modernização na prestação de contas, parcerias nas operações do Ministério Público e melhoria nas notas de transparência das prefeituras e câmaras”.

Ulices, que tomou posse no dia 15 de dezembro, quer exercer seu mandato e entregar a seu sucessor um Tribunal melhor do que ele recebeu de Clóvis Barbosa. Para cumprir a promessa de fazer uma administração moderna, o conselheiro quer investir na capacitação e qualificação do servidor para oferecer um serviço eficiente. “Nós vamos priorizar a atividade fim do Tribunal que é julgar contas”.

“Em nossa gestão acontecerá um trabalho junto aos servidores e administradores para melhorar o desempenho do Tribunal. Para isso, é preciso atacar no meu entendimento, a atividade fim. Vamos qualificar nosso servidor e buscar ser pedagógico junto aos administradores, para que venham as contas melhores apresentadas, com menos problemas”, comentou Ulices.

Sem trazer tantos problemas, disse Ulices, nós não vamos ter um número de processos bem menores e vamos ter mais agilidade para julgar. Isso vai contribuir, exatamente, para que o tribunal possa dar celeridade no julgamento das contas.

 OPERAÇÃO ANTIDESMONTE

O presidente do TCE afirma que irá dar avançar, em conjunto com o Ministério Público, na operação “antidesmonte”, que combate a desorganização administrativa e a dilapidação do patrimônio público, durante a sua gestão.

“A operação antidesmonte foi criada pelo Tribunal de Contas, com o apoio de todos os conselheiros, inclusive em algumas ações, a maioria delas sempre teve auditores de todas as coordenadorias”, sendo gerenciada e coordenada pelo presidente Clovis.

 SERVIDOR “FANTASMA”

Para Ulices, como consequência da Operação antidesmonte é natural o desfecho através da operação Caça Fantasma. Todos os poderes e todos os órgãos devem ser fiscalizados, inclusive o TCE. Não tenho conhecimento de nenhum “fantasma” aqui, mas se houver deverá ser exonerado, garantiu o presidente.

“Pelo que eu sei não existe servidor do Tribunal de Contas de Sergipe que ganhe sem trabalhe. Mas não tenha dúvida de que se tiver, será combatido com todo rigor”, declarou Ulices que ainda afirmou que o Tribunal de Contas é um exemplo, não podendo praticar esse tipo de ato.

 ATRASO DOS SALÁRIOS

Ulices Andrade ainda informou que não tem um pensamento com medidas radicais em relação aos constantes atrasos do salário do pago pelo governo do Estado. O novo presidente do TCE quer ouvir e discutir com todos a busca da governabilidade e reconhece que o estado passa por dificuldades financeiras.

“Nós precisamos entender que Sergipe não é uma ilha. Sergipe é um estado do Brasil. O país está passando por dificuldades e o estado também. É preciso que haja compreensão de todos. Nós vamos junto ao Tribunal de Justiça e o MPF, avaliar a situação e se juntar com o governo para que o Estado possa cumprir suas obrigações, pagando os servidores de todos os poderes, inclusive do executivo”.

 APOSENTADORIAS

Sobre o pagamento das aposentadorias por cada poder, Ulices Andrade destaca a vontade do Tribunal de Contas de assumir a folha de pagamento dos inativos. “É uma vontade de todos os poderes; judiciário, legislativo, deixando o executivo com os seus aposentados. “É preciso um entendimento para encontrar a forma de cada um assumir o compromisso e honrar os pagamentos. Ulices explica que o caixa do governo é único, o dinheiro é um só, e o tribunal de contas só não vai assumir se não tiver dinheiro para pagar”, concluiu

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