Prevenção ao vírus HIV deve ser reforçada durante o carnaval


Uma pessoa por dia é diagnosticada com o HIV em Sergipe

Os registros de notificações de pessoas com o vírus HIV em Sergipe estão crescendo. Pelo menos um caso é diagnosticado por dia. Os números preocupam o médico Almir Santana, coordenador do Programa Estadual de IST/Aids, alerta sobre a importância do uso do preservativo nas relações sexuais, independente de gênero ou orientação sexual. Uma campanha vai ser lançada pela Secretaria de Estado da Saúde nos próximos dias para reforçar a conscientização ao uso de preservativos para evitar a contaminação durante o Carnaval, com foco na prevenção contra o HIV e demais Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

“Todos precisam se conscientizar mais sobre os riscos e mudar o comportamento quando o assunto é a utilização da camisinha. Infelizmente muitas pessoas continuam não se prevenindo, porque acham que não correm riscos”, acentua Almir. Os preservativos são distribuídos constantemente pelas Unidades de Atenção Primária da prefeitura de Aracaju e da Secretária de Estado da Saúde.

Almir Santana ressalta que o diagnóstico precoce faz muita diferença na qualidade de vida do paciente, “já o diagnóstico tardio ainda é mais evidente em pacientes acima dos 50 anos, que descobrem que estão com o vírus da Aids quando já estão acometidos de uma doença oportunista grave”, alerta.

Aumento de casos
Em Sergipe, de 1987 até este ano, já foram registrados 6.020 casos de HIV. Atualmente, existem 5.797 casos notificados, sendo que 4.610 estão em tratamento. Aracaju lidera o ranking com 2.378 casos, seguida por Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana e Estância. “A maioria vive em situação de pobreza. A faixa etária mais atingida está entre os 20 e os 50 anos”, conforme revela o coordenador de ISTs.

“Constatamos que muitas pessoas, apesar de reconhecer o risco, optam por não utilizar a camisinha, o que se configura como escolha perigosa. Por isso, damos continuidade a campanha de divulgação da ‘Prevenção Combinada’ como forma de evitar as ISTs”, esclareceu o gerente Estadual do Programa IST/Aids, o médico Almir Santana.

Para contribuir com a sensibilização e a difusão dos mecanismos de prevenção dessas doenças, a campanha conta com material informativo, porta camisinha, abadás, faixas e divulgação nas redes sociais. A novidade desta campanha é o “chapéu camisinha”, que chamará a atenção da população para o tema com bom humor e irreverência. “A disponibilização desse material é direcionada aos municípios que realizarão eventos carnavalescos nesse período”, ressaltou Almir Santana.

Prevenção Combinada
De acordo com o gerente do Programa Estadual IST/Aids, esse é um método que destaca o tratamento como prevenção. A estratégia vem sendo divulgada desde a campanha elaborada para o “Dia Mundial de luta contra a Aids”, que ocorre sempre no dia 1º de dezembro.

Entre as medidas contempladas estão: a realização do teste rápido, o tratamento e a profilaxia pós-exposição, para situações de risco. “Nesse caso é utilizada a medicação antirretroviral, que deve ser administrada até 72 h após o contato com o vírus”, explicou Almir Santana.

A prevenção combinada também engloba a realização de teste rápido durante o pré-natal, que deve ser realizando tanto pela gestante quanto pelo seu parceiro. Caso o resultado seja positivo ou reagente o tratamento correto pode reduzir os riscos de transmissão para o bebê. Além disso, a campanha alerta para cuidados com equipamento e seringas ou agulhas, que não devem ser compartilhados, pois oferecem risco de contaminação.

Transmissão do vírus
O HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno. “O uso consistente da camisinha é o meio mais seguro de se prevenir contra o HIV e contra outras Doenças Sexualmente Transmissíveis. Seringas e agulhas não devem ser compartilhadas. Todo cidadão tem direito ao acesso gratuito aos medicamentos antirretrovirais. A boa adesão ao tratamento é condição indispensável para a prevenção e controle da doença, com efeitos positivos diretos na vida do soropositivo”, orienta Santana.

Os medicamentos antirretrovirais ficam disponíveis no Centro de Referência para Atendimento às Pessoas com DST, HIV, Aids, localizado no Cemar do bairro Siqueira Campos e são disponibilizados pelo Ministério da Saúde (MS).

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