Os bastidores da sucessão. As novidades da política você confere aqui


COLUNA CINFORMANDO

 

O desafio do Galeguinho

Belivaldo Chagas (PMDB), o Galeguinho do título acima, não é um neófito em política. Duas vezes vice-governador, deputado estadual, este simão-diense – eita Simão Dias danada, hein? – pode ser considerado novato em protagonismo, já que sempre foi, seja com o senador Valadares (PSB), antes, ou com o governador Jackson Barreto (PMDB), agora, um fiel escudeiro dos líderes e dos projetos em que participa.

Por isso mesmo que é voz corrente: todos gostam do Galeguinho, o consideram sério, respeitador de compromissos e voz sincera na política – algo raro, diga-se. Então, porque será que Belivaldo não deslancha de vez rumo ao comando do estado em 2018?

É aqui que a coisa complica: ele não é candidato de si, mas sim de um grupo que está há mais de uma década no poder. E tempo de poder, como se sabe, cansa. Ainda mais em meio a uma crise como a que vivemos.

E poderá Belivaldo Chagas se livrar do peso de tudo o que representa politicamente e se apresentar como algo diferente nas próximas eleições? Resposta difícil, viu? Mas tentemos: se Belivaldo for mais o Galeguinho, com seu jeitão agregador, e menos o vice, com suas implicações oficiais, pode, sim, render um bom “caldo” eleitoral. Mas um agravante: o tempo urge e ele só tem até janeiro para se mostrar viável. Sigamos.

Bobagem

Quem pensar que o presidente estadual do PT, Rogério Carvalho, está chateado com o lançamento de Belivaldo ao governo, engana-se.

Bobagem II

É que Rogério sabe que o PT é imprescindível na disputa em 18. Se Belivaldo alçar voo, ele vai ao Senado. Se não, irá para governo.

Eu não!

Homem de confiança de JB, Everton Souza quase ia a deputado estadual. Mas recua por uma razão básica: focar no projeto de Jackson e ponto.

É do jogo

A chegada de Zezinho Sobral ao Podemos, além de ruidosa, tem lances de bastidores incríveis. Quando – e se – vierem à tona, muitos queixos cairão.

Teste das urnas

Enquanto isso, Sukita se prepara para o maior desafio de sua vida pública: mais uma vez traído por lideranças, vai para o tudo ou nada em 18.

Amém

Heleno Silva (PRB) é dos mais afinados no apoio ao nome de Belivaldo para o governo. Coisa que só líderes de verdade sabem fazer.

Opções

Nomes de bastidores para governo ano que vem: na situação, Ivan Leite, de Estância. Na oposição, Valadares Filho e Valmir de Francisquinho, de Itabaiana.

Pensante

A maior desenvoltura oposicionista em Sergipe tem nome e sobrenome: Antônio Carlos Valadares, estrategista de primeira!

Previous As tendências em reformas de imóveis. Veja vídeo de Juliana Paixão
Next Operação Navalha. Vitor Mandarino condenado a 7 anos de prisão