Mocinho X Réu. Essa foi a versão que Alessandro Vieira impôs a Mendonça Prado


Já o ex-presidente da Emsurb acusou o ex-chefe
da Polícia de agir com incompetência e má-fé. 

Ele usou a operação Torre de Babel para se
promover e ser candidato a cargo eletivo

As trocas de farpas entre o ex-delegado geral da Polícia Civil de Sergipe, Alessandro Vieira e o ex-presidente da Emsurb, Mendonça Prado, numa emissora de rádio se transformou num palanque eleitoral. Os dois têm uma coisa em comum. São candidatos em 2018 a cargo eletivo. O primeiro colocou seu nome à disposição do partido para disputar o governo do estado. O segundo tem pretensões de retornar à Câmara Federal.

Alessandro conduziu o debate se colocando na figura do “mocinho” e encurralou Mendonça no muro imputando-lhe à condição de réu numa ação penal oriunda do inquérito policial da Operação Torre de Babel.

Mendonça desqualificou Alessandro dizendo que o delegado precisa aprender direito administrativo e o acusa de ter agido na operação Torre de Babel com má-fé  ou incompetência. Relatou ainda que o ex-chefe geral da Polícia queria na verdade ser promotor ou juiz, e que só ocupou o cargo na delegacia de homicídios porque foi pedir favor a desembargador para trabalhar na gestão de Mendonça na Segurança Pública.

De volta com a palavra Alessandro Vieira chamou a atenção dizendo que como chefe de polícia entro neste cenário na operação Torre de Babel, para dar apoio aos meus colegas delegados da Deotap num momento onde existia uma onda de pressão publica e subterrânea para travar o andamento das investigações na Emsurb. Ele disse que entende Mendonça reclamar da falta de solidariedade de Edvaldo Nogueira quando estava sendo investigado e afastado da Emsurb.

A réplica de Mendonça foi no sentido de que, desde o começo, Alessandro Vieira se utilizou da nobre função de chefe da Polícia Civil de Sergipe para me atacar e depois se lançar candidato a cargo eletivo. Alessandro usa o inquérito policial para me atacar.Ele disse que sou um perigo para o serviço público e agora que a justiça me autorizou a retornar ao cargo de presidente da Emsurb sugiro que o delegado vá dizer aos desembargadores que não autorizem.

Entre as acusações de um lado e de outro, Mendonça revelou que Alessandro Vieira gastou R$ 3 milhões para a implantação do Boletim de Ocorrência Online. O ex-diretor-presidente da Emsurb rebateu as acusações e afirmou que vai provar, em juízo que as investigações da operação Torre de Babel foram tendenciosas e direcionadas. Alessandro mais uma vez se dirigiu a Mendonça como réu de ação penal para apurar os crimes praticados contra a administração pública e garantiu que o papel da Deotap na investigação foi cumprido fielmente como manda a lei.

 

 

 

 

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