João Doria diz que PCC não manda mais na Cracolândia


Prefeito de São Paulo fala sobre palestra que dará em
Sergipe e revela que tem família na história política sergipana

Encontrar João Dória Junior (PSDB), prefeito de São Paulo, é tarefa relativamente fácil. Homem de mídia, ele não deixa repórter no vácuo e nem está submetido a assessoria para falar com quem quiser. Mas há uma coisa que dá certo trabalho: conseguir com que ele pare de fazer zilhões de selfies com as pessoas. Mas o CINFORM conseguiu, por algum tempo, durante lançamento de livro na Fnac Paulista, na principal avenida da capital paulistana, no último domingo, 24.

O mote, como não poderia deixar de ser, foi a presença de Doria em Sergipe no próximo dia 27 de outubro, quando proferirá palestra no Tribunal de Contas do Estado. “Pretendo levar para Sergipe a experiência que nós fizemos aqui (em São Paulo) e que vem dando certo. Primeiro de enfrentamento aos traficantes, a bandidagem, que durante 22 anos tomou conta dessa área central da cidade, através de uma facção criminosa, o PCC. Eles estão fora dessa região desde 21 de maio e não voltarão”, afirma João Doria, destacando que a ação se deu em parceria com o Governo do Estado.

“Mas em segundo lugar quero levar a experiência que iniciamos no plano medicinal, para internação voluntária dessas pessoas, de recuperação física do espaço e um amplo programa de educação, que é o melhor instrumento para evitar que as pessoas consumam drogas”, explica o prefeito de São Paulo ao detalhar os temas de sua palestra em Sergipe, sem deixar de dar uma pista sobre suas pretensões futuras na política. “O problema da droga se resolve com esses pontos que falei, mas também com a repressão, sobretudo na região fronteiriça com o Brasil”.

Dória, cercado por fãs que fazem selfies

REFERÊNCIA EM SERGIPE

Mas para trazer o assunto para temas genuinamente locais, perguntou-se a Doria qual a sua relação com o maior nome de seu partido no estado, o senador Eduardo Amorim. “Eu gosto muito dele, esteve comigo aqui em São Paulo. É um nome de grande valor, admirável, e diria ainda que ele traz essa concepção mais nova, mais atualizada para a política brasileira”. Mesmo instado, Doria não se comprometeu em apoios. “Ele (Eduardo) tem um belíssimo caminho pela frente no estado de Sergipe”.

Aí, é claro, não poderia deixar de vir a pergunta: mas, afinal, a visita a Sergipe é apenas para palestrar e receber homenagens, ou já pode ser considerada de apoio a Eduardo Amorim e de busca desse mesmo apoio para si, em 2018? “Não, não, de jeito nenhum. Em todas as visitas há é uma troca de aprendizado. O sentimento não é esse (de visita política). O que me move é o Título de Cidadão, a manifestação da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES). São três ou quatro movimentos que estarão ocorrendo na minha visita”, contextualiza João Doria. Daí veio uma justificativa a mais por parte do prefeito de São Paulo, sobre sua visita. “Além disso tudo, parte de minha família é sergipana. A família Doria é baiana e parte sergipana também”. Mas como assim? “Não é do seu tempo, mas o estado de Sergipe produziu um governador Seixas Doria. João de Seixas Doria. Ele era primo de meu pai”, revela.

Para finalizar, e aproveitando outro gancho, o de que o prefeito havia corrido cinco quilômetros numa maratona ocorrida no mesmo dia da entrevista, pela manhã, o repórter lembrou que uma corrida presidencial não é de 100 metros rasos, se assemelha a uma maratona. Estaria João Doria já treinando para o ano que vem? “Estou treinando a minha mente, o meu corpo, a minha alma e meu espírito brasileiro para 2018, 2019, 2020…”, encerrou, evasivo, João Doria Junior.

 

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