Almeida é novamente alvo da Lava Jato


Almeida Lima, secretário da SES: fiscalizador e executor da Fundação Hospitalar de Saúde (crédito Ascom SES)

Secretário de Saúde acusado de corrupção e
envolvimento criminoso com Renan Calheiros

Mais uma vez, o Secretário de Estado da Saúde de Sergipe, José Almeida Lima, é envolvido em suposto esquema criminoso investigado pela operação Lava Jato. Desta vez, o político sergipano foi acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ser aliado do senador Renan Calheiros, também acusado por ele de ter feito repasse de propina, solicitada por Sérgio Machado ao empresário Luiz Ramaldo, em contrapartida a contratos na Transpetro. Luiz Ramaldo contou em sua delação ter doado 150 mil reais das operações ilegais para Almeida Lima.

Na primeira vez que foi acusado de envolvimento na Operação Lava Jato, Almeida Lima  foi arrolado como suspeito de receber doações do esquema e desvio de recursos da Transpetro, subsidiária da Petrobras. O processo contra o ex-senador foi remetido pelo procurador-geral da república Rodrigo Janot para o Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Antes disso, o gestor sergipano teve sua casa revistada pela Polícia Federal, em ação de busca e apreensão.

Almeida foi, naquele momento, acusado de possível envolvimento em crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, entre outros. Além de ser citado em investigações relacionadas a desvio de recursos na Transpetro. A operação tentava encontrar, na casa do secretário de Saúde, no momento da busca, equipamentos, mídias e arquivos eletrônicos, aparelhos de telefone, valores e objetos em endereços residenciais e comerciais.

ATÉ O PESCOÇO

“Não vou me defender de nada. Esse é um procedimento cautelar. Não fui indiciado ou processado por ninguém. Eles levaram um HD externo, CDs e DVDs de pronunciamentos realizados por mim”, defendeu-se Almeida Lima, naquela ocasiao. Já na denúncia contra Renan Calheiros, Rodrigo Janot mostra, em organograma, as supostas relações que exemplificariam repasse de propina solicitada por Sérgio Machado ao empresário Luiz Ramaldo, em contrapartida a contratos na Transpetro.

Luiz Ramaldo contou em sua delação ter doado 150 mil reais para Almeida Lima, de Sergipe. Ricardo Saud, delator da JBS, confirmou que Renan Calheiros pediu doações a Almeida Lima. As acusações de envolvimento do ex-senador em supostas situações criminosas datam de 2008. Almeida Lima, segundo a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot teria recebido R$ 150 mil de propina vinda do Paraná, naquele ano.

De acordo com a denúncia, o procurador justifica que a investigação não seja realizada na justiça do Estado do Paraná, porque Almeida é secretário de saúde em Sergipe com foro privilegiado por prerrogativa. Assim, competiria ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região processar e julgar as condutas dele.

Almeida Lima assegura que não tem conhecimento dessa linha de investigação e vai aguardar para conhecer e as provas das denúncias que lhe imputaram.

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